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Divi-hub: startup que dá acesso aos lucros de influencers capta US$2,4 mi

Plataforma brasileira negocia participação acionária em ganhos de influenciadores, gamers, youtubers e artistas a partir da venda de tokens digitais de R$ 10

A Divi-hub, startup de financiamento coletivo com foco na economia criativa, anunciou um aporte de 2,4 milhões de dólares da Comstar International LTD, holding de investimentos americana. A rodada pré-seed acontece apenas três meses depois da empresa chegar ao mercado com a proposta de ser uma plataforma onde qualquer um pode se tornar investidor e ter direito a parte dos lucros de influenciadores digitais, músicos e outros artistas.

A plataforma negocia valores imobiliários, que por lá recebem o nome de DIVIS. O valor parte de R$10 reais cada, e os produtos negociados são os chamados ativos da nova economia. Na lista estão serviços, produtos, projetos conduzidos por empreendedores e pequenas e médias empresas e até mesmo influenciadores digitais.

Com a compra das cotas, o investidor se torna automaticamente um sócio de cada um dos projetos, inclusive dos influenciadores, músicos, gamers, youtubers e outras personalidades da internet, tendo direito a ganhos e participação nos lucros.

O comprador também pode negociar as cotas compradas na própria plataforma, nos moldes do que é feito pelas plataformas de crowdfunding, ou financiamento coletivo. Pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o limite para essas emissões é de 5 milhões de reais.

Segundo o fundador e CEO da Divi-hub, Ricardo Wendel, cada token é emitido via Sociedade de Propósito Específico (SPE), feita por cada empreendedor. Os investidores, por sua vez, entram como sócios ocultos do negócio, ou seja, não terão vínculos empregatícios ou posição formal como os demais sócios majoritários da empresa.

“Hoje, temos projetos em andamento voltados para youtubers, influencers e gamers, mas a economia criativa é um mundo muito mais amplo”, afirma. “Há espaço para projetos que envolvam arte, moda, esportes e, principalmente, música”.

O aporte vem apenas três meses após o início oficial das operações da startup, em julho deste ano. A ideia da DIV-hub, porém, surgiu ainda em 2019, quando Wendel identificou o potencial do mercado de nova economia e apresentou o projeto da empresa nos Estados Unidos.

O momento atual do mercado coopera para os bons resultados da empresa. A SignalFire, empresa de Venture Capital, estimou que pelo menos 50 milhões de pessoas no mundo se consideram criadores ou influenciadores. Já a Mediakix, agência californiana de marketing de influência, estima que mais de 50 milhões de criadores de conteúdo online devem receber 15 bilhões de dólares apenas em verba publicitária em 2022.

O futuro da empresa

Agora capitalizada, a empresa deve investir na vertical de negócios musicais, principal aposta para o futuro. “A vertical musical é a nossa próxima aposta e temos conversas avançadas. Diferente do que muitos fundos de investimento estão fazendo, com a Divi-hub o artista não precisa negociar todo seu catálogo podendo vender uma fração de cada fonograma, compartilhando o sucesso com quem mais importa: o fã”, diz.

O aporte também deve marcar a entrada da empresa em mercados estrangeiros, especialmente o norte-americano — onde a startup já iniciou o processo de homologação junto à Securities Exchange Comission (SEC), órgão equivalente à CVM.

A Divi-hub estima ter, até o início de outubro, seis projetos envolvendo influenciadores digitais em andamento. Juntos, os projetos têm potencial para movimentar até 20 milhões de reais, segundo a startup.

O primeiro deles, já aberto para captações, é o “Metaforando”, canal do influenciador Vitor Santos que fala sobre linguagem corporal e tem mais de 5 milhões de seguidores. O reality show é inspirado no jogo Among Us e pode captar até 4,7 milhões de reais, segundo a Div-hub.

“Todo mundo vai poder ser dono de um pedacinho de um projeto de seu ídolo e receber de volta rendimentos por isso”, diz Wendel. “Não só fãs mas investidores qualificados e até marcas poderão realmente fazer parte da economia criativa de forma única e rentável”.

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