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Vale diz que vai se defender "de forma vigorosa" de ação coletiva nos EUA

Para a Vale, "a reclamação requer indenização por danos ainda não especificados" e que o processo ainda está no começo, não sendo possível prever resultados

Logo da Vale, no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

Logo da Vale, no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de janeiro de 2019 às 09h43.

Última atualização em 30 de janeiro de 2019 às 10h39.

São Paulo - A Vale afirmou que pretende se defender "de forma vigorosa" da "reclamação para instauração de uma suposta ação coletiva de valores mobiliários" ajuizada nos Estados Unidos contra a empresa, seu diretor-presidente, Fabio Schvartsman, e seu diretor executivo de Finanças e Relação com Investidores, Luciano Siani Pires.

"A Reclamação, supostamente ajuizada em nome de alguns compradores de títulos mobiliários da Vale, alega violações aos artigos 10(b) e 20(a) da Lei de Valores Mobiliários americana de 1934.

"A Reclamação alega, entre outros pontos, que a Companhia teria feito declarações falsas e enganosas e se omitido em divulgar os riscos e danos potenciais no caso de um rompimento da barragem de Feijão em Brumadinho, MG, Brasil.

"A reclamação requer indenização por danos ainda não especificados. Tendo em vista o estágio ainda inicial do processo, não é possível, neste momento, prever qualquer possível resultado para esta questão", afirma a mineradora, em comunicado ao mercado.

No mesmo documento, a Vale confirma o bloqueio de ativos no valor de R$ 800 milhões em suas contas, a pedido do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT), para assegurar as indenizações necessárias aos atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Após ser questionada pela CVM, a Vale esclareceu que "entendeu não se tratar de Fato Relevante" esse bloqueio adicional pelo MPT após analisar o teor e as consequências da decisão.

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