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Usina da Vale permanece paralisada na Nova Caledônia

Usina de tratamento de níquel da Vale no arquipélago de Nova Caledônia permanecia paralisada hoje, 15 dias após vazamento de ácido

Usina de tratamento de níquel da Vale: vazamento foi resultado de erro humano (Claudine Wery/AFP)

Usina de tratamento de níquel da Vale: vazamento foi resultado de erro humano (Claudine Wery/AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2014 às 13h24.

Nouméa - A usina de tratamento de níquel da brasileira Vale no arquipélago de Nova Caledônia permanecia paralisada nesta quinta-feira, quinze dias após um vazamento de ácido no meio ambiente, resultante de erro humano, indicaram nesta quinta-feira as autoridades locais.

O porto, a usina, a base e a mina desta unidade, localizada em uma baía do sul da Nova Caledônia, foram bloqueados por membros das tribos Kanak da região.

"Um processo de consulta está em curso entre todas as tribos. Duas delas exigem o fechamento definitivo do local, mas uma decisão conjunta será divulgada no sábado", declarou à AFP Fabrice Wacalie, coordenador do conselho para o meio ambiente, que faz a mediação entre a Vale e as tribos.

No dia 7 de maio, após "um não cumprimento de uma etapa obrigatória de um procedimento crítico", 96 mil litros de uma solução contendo ácido clorídrico, solventes classificados como poluentes orgânicos, metais e água da chuva foram lançados nos rios da Baía Norte.

De acordo com o Observatório Ambiental, responsável pelo acompanhamento desta usina, que utiliza um processo de tratamento químico, cerca de 1.400 peixes e 277 crustáceos foram encontrados mortos, muitos dos quais pertencentes a espécies protegidas ou ameaçadas de extinção.

Em abril de 2009, o mesmo rio foi poluído por 2.500 litros de ácido após um acidente. A Vale foi condenada a pagar 344.000 euros para as associações ambientais. Desde 2009, sete incidentes mais ou menos graves ocorreram nesta usina, em fase de expansão para eventualmente produzir 60 mil toneladas de níquel e 4.500 de cobalto anualmente.

No mesmo dia do incidente, a província sul emitiu uma ordem exigindo a suspensão da produção.

"A repetição de incidentes provocou certa ​​exasperação. A província irá participar ativamente acompanhando este parque industrial", declarou Philippe Michel, o novo presidente da comunidade eleito em 17 de maio.

Ele indicou que uma análise independente de todas as instalações da Vale estava em andamento.

A Vale tem o compromisso de pagar os salários de cerca de 1.350 funcionários no local até 26 de maio, mas o MEDEF e os sindicatos estão preocupados com o impacto desta crise, enquanto a usina emprega centenas de terceirizados.

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