Negócios
Acompanhe:

Três empreendedoras que superaram desafios e hoje lideram empresas milionárias

Relembre a história de três empresárias que driblaram dificuldades pessoais e financeiras e hoje comandam companhias de sucesso

Meire Medeiros, fundadora do Grupo MM: R$ 100 milhões com organização de eventos para grandes empresas (Grupo MM/Divulgação)

Meire Medeiros, fundadora do Grupo MM: R$ 100 milhões com organização de eventos para grandes empresas (Grupo MM/Divulgação)

M
Maria Clara Dias

2 de janeiro de 2023, 08h00

Na política, na moda ou no meio corporativo, a presença de mulheres tem sido cada vez maior e mais requisitada. Mas, ainda assim, ocupar tais espaços e manter o protagonismo costuma ser um grande desafio, e na jornada empreendedora isso não é diferente. A trajetória para elas ainda costuma ter mais obstáculos se comparada a dos homens.

Por isso, as histórias de superação podem ser o grande fio condutor por trás da criação de inúmeros negócios femininos. É o caso da empreendedora Meire Medeiros, fundadora do Grupo MM, um conglomerado de empresas ligadas ao setor de eventos e entretenimento, uma companhia que hoje fatura R$ 100 milhões. Chegar até aqui, contudo, não foi tarefa fácil. Medeiros, uma jovem nordestina, lidou com descrenças e xenofobia ao entrar no mercado de trabalho e tentar conduzir seus negócios em São Paulo.

Assine a EMPREENDA e receba, gratuitamente, uma série de conteúdos que vão te ajudar a impulsionar o seu negócio.

Além de Meire Medeiros, a EXAME se debruçou em histórias de superação e empreendedorismo feminino ao longo do ano. São relatos de resiliência, estratégia e gestão bem amarradas que repercutem em negócios de sucesso capazes de inspirar milhares de empreendedores e empreendedoras. Relembre algumas delas abaixo:

Meire Medeiros - Grupo MM

Nordestina e natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Medeiros chegou a São Paulo aos 15 anos para dar início à sua vida profissional. Logo de cara, lidou com a desigualdade de gênero e xenofobia. Em busca de oportunidades de emprego, ela recebeu muitos “nãos” de empresas que viam seu local de origem como empecilho para a contratação. “Lembro de que os antigos jornais de emprego vinham com um aviso pequeno, de rodapé, que dizia que aquela vaga não aceitava nordestinos. Foi algo triste, mas desafiador”, lembrou.

Ao engravidar de sua filha Ana Carolina, hoje com 35 anos, ela decidiu buscar mais flexibilidade. Junto a isso, percebeu um setor em ascensão e que logo despertou sua atenção: o mundo da hotelaria, com destaque para a área de eventos corporativos, ou seja, os grandes acontecimentos empresariais organizados e sediados em hotéis por todo o Brasil. Anos depois, ela fundou a MM, uma agência especializada em organização de eventos que hoje atende grandes empresas como Pfizer, Siemens, GE, BRF, Colgate, Youtube, Decathlon e Lenovo.

Meire Medeiros, fundadora do Grupo MM (Grupo MM/Divulgação)

Martinha Gondim - A Vida Que Sonho

A empreendedora Martinha Gondim é um exemplo de empreendedora brasileira que saiu do zero e criou seu próprio negócio no mercado de vendas diretas. Gondim viveu até os 12 anos em uma casa sem energia elétrica na cidade de Areia, no interior da Paraíba.

Ela se formou em Odontologia em uma universidade em Campina Grande e viajava cerca de uma hora, todos os dias, até a faculdade. Na infância e adolescência, enfrentou dificuldades financeiras com sua família. “Quase tudo o que pedíamos nossos pais não tinham condições de dar, mas fizeram questão de me colocar em uma escola particular de freiras. Eu era a menina mais pobre da turma, e entendi que para pertencer àquele ambiente precisaria de estudo, conhecimento e me esforçar muito mais do que os demais”, conta.

Desiludida com a carreira, Gondim começou começou a buscar por alternativas. A solução veio da maneira mais inesperada. Em uma viagem para um curso de Odontologia no Rio de Janeiro, cuja passagem de avião foi paga com dinheiro emprestado pela irmã, ela conheceu seu ex-marido, que lhe apresentou as vendas diretas.

No fim da década de 1990, a empreendedora começou divulgar produtos de bem-estar e nutrição e foi recorrer aos panfletos como forma de ampliar a escala de vendas. Hoje, ela comanda A Vida que Sonho, uma das maiores organizações de vendas diretas e marketing do Brasil, além de treinar pessoas que queiram atuar na área.

Empreendedora Martinha Gondim

Empreendedora Martinha Gondim (Divulgação/Divulgação)

Juliana Pitelli - Maria Brasileira

Aos 44 anos, Juliana Pitelli já passou por um divórcio conturbado, dívidas e uma rotina com dois empregos. Há 10 anos, ela escreve uma história de sucesso na franquia Maria Brasileira, o que a levou a se tornar sócia da maior rede de franquias de limpeza residencial e empresarial do Brasil.

Filha de pai caminhoneiro e mãe dona de casa, Pitelli nasceu na capital paulista, mas viveu a vida toda no interior. Formada em Letras, mudou-se para São José do Rio Preto em 2000, para ajudar o irmão em um novo projeto. Ela ocupou o cargo de vendedora e se especializou em vendas de vidros de carros, gerenciando a área de relacionamento com seguradoras da empresa.

Tudo mudou depois de 12 anos. O irmão encerrou o contrato com as seguradoras e, sem volume de vendas, precisou deixar o cargo. Na mesma época, quando Pitelli estava se divorciando e morando de favor com a sua filha na casa de um amigo, o irmão emprestou dinheiro e ela conseguiu dar entrada em um apartamento na cidade.

Para pagar a dívida em um ano, ela resolveu trabalhar em dois turnos. Enquanto cumpria aviso prévio, foi buscar emprego em restaurantes da cidade para que pudesse, com dois salários. Trabalhando como garçonete, ela também passou a ser vendedora na Maria Brasileira, em 2013, ajudando na expansão da rede desde então. Em novembro de 2020, Juliana foi convidada para se tornar sócia da rede e, no ano seguinte, assumiu o cargo.

Juliana Pitelli, sócia da franquia de limpeza Maria Brasileira

Juliana Pitelli, sócia da franquia de limpeza Maria Brasileira (Maria Brasileira/Divulgação)

VEJA TAMBÉM

Quem é a bilionária que cresceu em uma fazenda leiteira e hoje é a executiva mais rica dos EUA

Empreendedora de Goiás cobra R$ 35 mil por palestra — e ganha milhões ensinando isso a outros