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Tok&Stok fecha lojas em seis cidades e faz saldão com até 50% de desconto

Varejista de móveis tem dívida estimada em R$ 600 milhões e passa por reestruturação financeira

Tok&Stok: empresa está presente em 22 estados, com cerca de 60 lojas (Tok & Stok/Divulgação)

Tok&Stok: empresa está presente em 22 estados, com cerca de 60 lojas (Tok & Stok/Divulgação)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 20 de abril de 2023 às 13h11.

Última atualização em 25 de julho de 2023 às 11h02.

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A Tok&Stok, maior varejista de móveis do Brasil, está fechando algumas lojas e promovendo saldões com ofertas de até 50% para pôr fim aos estoques nessas unidades.

No início do ano, a varejista contratou a consultoria Alvarez & Marsal para restruturar a dívida avaliada em cerca de R$ 600 milhões.

Segundo informações disponíveis no site da Tok&Stok, a empresa está presente em 22 estados, com cerca de 60 lojas. Em São Paulo são 21 e no Rio de Janeiro são seis unidades.

VEJA TAMBÉM: Tok&Stok recebe aporte de R$ 100 milhões, fecha lojas e reestrutura dívida de R$ 350 milhões

Quais lojas estão fechando?

De acordo com apuração do jornal O Globo, a rede está encerrando as atividades das lojas:

  • Shopping Iguatemi Bosque (CE)
  • Shopping Recife (PE)
  • Shopping Piracicaba (SP)
  • Norte Shopping (RJ)
  • Pátio Shopping (DF)
  • Jockey Plaza (PR)

O saldão na loja do NorteShopping chegou a viralizar na última semana nas redes sociais. Em cinco dias, as prateleiras cheias deram lugar a espaços vazios. Agora, poucos são os itens encontrados no local.

Como a liquidação é restrita às lojas físicas que terão as atividades encerradas, outros clientes tentam ainda aproveitar o saldão, mesmo com poucas opções.

Com dívida de R$ 350 milhões, Tok&Stok retoma entrega de móveis em até 24h para tentar superar crise

Como a Tok&Stok chegou até aqui

Os problemas da Tok&Stok estão principalmente relacionados à falta de uma estratégia única (e eficaz) para manter a companhia de pé. Nos últimos seis anos, a varejista teve cinco presidentes diferentes, cada um com um estilo e um direcionamento próprios para a companhia.

O crescimento da empresa, mesmo na pandemia, também não era dos maiores. Em 2020, momento de demanda aquecida para o setor com a euforia do isolamento social, a empresa mostrou que crescia cerca de um dígito ao ano desde 2017.

De lá para cá, a empresa andou de lado, com uma receita na casa dos R$ 1,6 bilhão em 2022 e Ebitda negativo, que consome caixa com dívidas que vão do banco ao fornecedor. Leia a análise completa do EXAME IN aqui.

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