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Recuperação do petróleo à vista

O mercado fechou em alvoroço nessa segunda-feira, na expectativa de ver o petróleo voltar a se recuperar. A reunião da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), em Viena, registrou avanços na negociação para controlar a oferta do combustível. O grupo volta a se reunir nesta terça-feira e, apesar de qualquer decisão só ser oficializada […]

IRAQUE: trabalhador checa válvulas em refinaria na cidade de Basra; país deve ser obrigado a cortar produção / Essam Al-Sudani/Reuters

IRAQUE: trabalhador checa válvulas em refinaria na cidade de Basra; país deve ser obrigado a cortar produção / Essam Al-Sudani/Reuters

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Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2016 às 21h39.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h19.

O mercado fechou em alvoroço nessa segunda-feira, na expectativa de ver o petróleo voltar a se recuperar. A reunião da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), em Viena, registrou avanços na negociação para controlar a oferta do combustível. O grupo volta a se reunir nesta terça-feira e, apesar de qualquer decisão só ser oficializada no dia 30 de novembro, o otimismo já toma conta dos investidores. O barril subiu mais de 4% na bolsa de Nova York, ultrapassando os 48 dólares.

Delegados que participam do encontro expressaram confiança de que os 14 países do bloco possam chegar a um acordo. Em setembro, a Opep já havia conversado sobre a possibilidade de reduzir a produção para um máximo de 33 milhões de barris por dia. Em outubro, a média de produtividade foi de 33,6 milhões de barris por dia. Para conseguir elevar o preço, porém, é preciso cortar pelo menos em 5% a produção, de acordo com previsão da agência de notícias Bloomberg, o que renderia uma alta 2,50 dólares no preço do barril. 

A preocupação maior é em relação ao Irã, terceiro maior produtor de petróleo. Para a Arábia Saudita, líder do bloco, o Irã deveria congelar a produção. O país reluta em aceitar a determinação, uma vez que apenas em janeiro deste ano foi liberado das sanções econômicas que por décadas restringiram sua participação no mercado, devido à sua política nuclear. A maior probabilidade é que o país tenha mais flexibilidade no acordo de controle da oferta.

Caso o acordo se concretize, será a primeira política de redução da produção desde 2008. O Brasil não faz parte da organização, mas se beneficia de qualquer política que impulsione uma alta nos preços. É uma chance especialmente para os novos campos do pré-sal, que têm dificuldades de se viabilizar com o barril abaixo dos 50 dólares. 

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