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Por coronavírus, Xerox desiste da oferta de compra da HP por US$35 bi

A Xerox Holdings está focando seus esforços na contenção da crise gerada pela pandemia; empresa negocia compra da rival desde novembro de 2019

Xerox: empresa disse que está priorizando saúde, segurança e bem-estar dos funcionários, parceiros e clientes neste momento (Brendan McDermid/Reuters)

Xerox: empresa disse que está priorizando saúde, segurança e bem-estar dos funcionários, parceiros e clientes neste momento (Brendan McDermid/Reuters)

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Carolina Ingizza

Publicado em 1 de abril de 2020 às 12h58.

Última atualização em 1 de abril de 2020 às 13h01.

A Xerox decidiu abandonar a oferta de 35 bilhões de dólares para aquisição da rival HP. Pessoas próximas das empresas revelaram à agência Reuters, na última terça-feira, que a pandemia de coronavírus forçou a companhia a frear sua campanha pela aquisição.

“Embora seja decepcionante dar esse passo, estamos priorizando a saúde, a segurança e o bem-estar de nossos funcionários, clientes, parceiros e outras partes interessadas”, disse a Xerox em comunicado obtido pelo site Business Insider.

O conselho de administração da Xerox concluiu que buscar a aquisição da rival sem ter acesso aos dados contábeis da HP seria muito arriscado para a empresa, considerando as incertezas geradas pela pandemia, disseram fontes ouvidas pela Reuters.

A decisão foi tomada dias depois que a Xerox afirmou que iria adiar as reuniões com acionistas da HP para se concentrar na crise gerada pelo coronavírus. As duas empresas estão negociando uma possível fusão ou aquisição desde o final de 2019.

A desistência marca um golpe para o investidor bilionário Carl Icahn, que detêm participações significativas em ambas as empresas e vinha incentivando a fusão. Para ele, a união entre as empresas era algo óbvio. “Acredito firmemente nas sinergias”, disse ele ao Wall Street Journal.

Ele começou a pedir por mudanças na Xerox em 2015 e, em 2017, iniciou uma briga no conselho, dizendo que a companhia iria “pelo mesmo caminho da Kodak se não houvesse mudanças significativas”.

A Xerox defendia a aquisição com base "na sinergia de mais de 2 bilhões de dólares" que as duas empresas poderiam gerar juntas -- valor que poderia ser investido em inovação.

Empresas em contração

As duas empresas, que tiveram seu auge nos anos 1990 e 2000, atuam principalmente no mercado de impressão, setor que está encolhendo cada vez mais, na medida em que escritórios e empresas se tornam mais digitais.

Ambas têm planos agressivos de cortes de custo para manter a rentabilidade. A Xerox busca cortar 640 milhões de dólares em despesas. O novo presidente executivo da HP, Enrique Lores, tem a tarefa de cortar 1 bilhão de dólares em custos anuais. Um dos planos é cortar entre 7 e 9 mil funcionários até 2022, cerca de 16% da sua força de trabalho.

A Xerox é conhecida por vender grandes impressoras e máquinas de cópias, tanto que acabou se tornando sinônimo para esse tipo de produto. Já a HP vende impressoras menores e suprimentos como tintas.

 

 

 

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