Negócios

Plano de recuperação da Viver prevê fundo para retomar obras

Quantidade representativa de 80% das cotas do fundo será cedida aos credores, enquanto os 20% restantes ficarão em nome da incorporadora

Viver: incorporadora assumirá a dívida perante os credores e fará aumento de capital no projeto com o crédito que passará a deter. (Divulgação)

Viver: incorporadora assumirá a dívida perante os credores e fará aumento de capital no projeto com o crédito que passará a deter. (Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 7 de fevereiro de 2017 às 20h30.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2017 às 20h44.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O plano de recuperação judicial apresentado pela Viver sugere a criação de fundos imobiliários para a retomada das obras de projetos parados.

Um exemplo disso é o Residencial Altos do Belvedere, empreendimento situado em Nova Lima (MG). A construção foi embargada em 2011 pelo Poder Judiciário após o Ministério Público apontar interferência na vista da Serra do Curral, patrimônio histórico e cultural de Belo Horizonte.

Em 2013, a Viver firmou termo de ajustamento de conduta para retomar as obras, aceitando a supressão de 88 apartamentos, que representavam R$ 88 milhões em vendas. No entanto, o projeto exigiria novo licenciamento ambiental e aporte de R$ 90 milhões para terminar a construção e cobrir o déficit gerado pelos gastos com a paralisação. A obra nunca foi reiniciada.

No seu plano de recuperação, a Viver sugere a criação de um fundo cujas cotas serão integralizadas com as cotas da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que representa o empreendimento.

Nesse modelo, a incorporadora assumirá a dívida da SPE perante os credores e fará um aumento de capital no projeto com o crédito que passará a deter. Assim, a SPE ficará livre das dívidas.

O fundo efetuará uma distribuição inicial de cotas no valor de avaliação da SPE, em série única, com valor unitário de R$ 1,00 cada cota, sendo o seu patrimônio líquido correspondente ao valor de avaliação da SPE. A quantidade representativa de 80% das cotas do fundo será cedida aos credores, enquanto os 20% restantes ficarão em nome da incorporadora.

Acompanhe tudo sobre:ConstrutorasViver Incorporadora e Construtora

Mais de Negócios

‘Uber Moto não dá lucro’: presidente da Uber explica por que esse serviço é estratégico no Brasil

De R$ 3 milhões a R$ 67 milhões em um ano: a aposta de empresário cearense no Minha Casa, Minha Vida

Justiça decreta falência de rede que chegou a ter 96 supermercados e 5 mil funcionários em SP

Fórum Empreendedor do BTG Pactual: confirma a programação e inscreva-se gratuitamente