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Odebrecht vê espaço para crescer em infraestrutura no Brasil

Atualmente, 80% dos projetos do grupo vêm do exterior

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Obras do metrô de Lisboa: Odebrecht executa mais projetos no exterior que aqui (.)

Obras do metrô de Lisboa: Odebrecht executa mais projetos no exterior que aqui (.)

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Marcio Orsolini

Publicado em 10 de outubro de 2010 às, 03h39.

São Paulo - "Fizemos mais obras de saneamento em Angola do que no Brasil, temos mais estradas construídas em Portugal do que aqui". As afirmações parecem vir de uma grande multinacional estrangeira, certo? Não neste caso. As declarações são do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e mostram o nó que ainda existe no setor de infraestrutura.

Hoje, os contratos nos 18 países onde a companhia opera correspondem a 80% da receita total. Marcelo espera uma melhoria dos resultados nos próximos anos. Segundo o executivo, há muito espaço para a expansão das obras de infraestrutura no Brasil, nos próximos anos. "Com isso, vamos aumentar a participação da operação brasileira para 60%", disse ele a EXAME.com. Marcelo participou hoje (31/5) do EXAME Fórum, que acontece na capital paulista.

Parte do crescimento se deve aos setores de construção e petroquímica, dois segmentos com forte presença do grupo.

Recentemente, a empresa vendeu 14,5% de seu braço imobiliário para o fundo de investimentos Gávea, de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. "Uma associação como essa é sempre benéfica", diz Marcelo. A ideia é ampliar a participação da empresa no setor, beneficiado com o projeto governamental Minha Casa, Minha Vida.

Obras pesadas

Ainda na construção, há pouco tempo, a Odebrecht desistiu do projeto da usina de Belo Monte por receio de não lucrar com a empreitada. Porém, há sinais de arrependimento. "Ainda estamos dispostos a ajudar na construção, mas não há negociações em andamento", diz Marcelo.

Sobre o setor petroquímico, Marcelo diz que as operações continuarão fortes no México e na Venezuela, mas espera bons resultados e uma alta demanda vindos dos projetos envolvendo o pré-sal.

"Não vejo risco nenhum para o crescimento da empresa, mesmo sem as reformas básicas como a tributária ou política", diz Marcelo. "É claro que elas precisam ser feitas, mas nos próximos dez anos, isso não influenciará nossos negócios."

Ele não comentou a joint venture com a EADS, controladora da Airbus, anunciada nesta segunda-feira (31). Segundo ele, outros porta-vozes comentarão o assunto.
 

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