Luiza Trajano apresenta a empresários proposta para acelerar vacinação

Iniciativa de vacinação "Unidos pela Vacina" quer acelerar imunização de todos os brasileiros até o segundo semestre do ano

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho da rede varejista Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, apresenta formalmente nesta quinta-feira, 08, a iniciativa de vacinação "Unidos pela Vacina" a empresários de todo o país. Em transmissão online, a executiva falará sobre o tema para o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), organização que reúne executivos de diferentes setores.

Sob o comando de Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho de administração do LIDE, o evento contará com a participação de empresários, executivos e outras lideranças corporativas. Totalmente remoto, o evento será transmitido a partir das 16h pelo link.

Criada em setembro pelo Grupo Mulheres do Brasil, capitaneado por Luiza Helena, a iniciativa prevê acelerar a imunização em massa da população e auxiliar o poder público na aquisição, distribuição e aplicação dos imunizantes em todo o país. Para isso, irá se valer de estrutura logística e compra de insumos.

Diferente das ações tomadas pelo grupo de empresários liderado por Luciano Hang, da Lojas Havan, e Carlos Wizard, dono das redes KFC e Pizza Hut no Brasil, o intuito do Unidos pela Vacina não é a compra de doses. A frente de Luiza foca na ajuda estrutural e logística demandada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e outros órgãos governamentais.

A apresentação ao empresariado acontece em um momento de escassez mundial de imunizantes e de recentes aprovações de projetos de permissão de compras de vacinas por empresas privadas sem obrigatoriedade de seguir o calendário do plano nacional de imunização (PNI).

Câmara aprovou nesta semana o projeto de lei que permite a compra de vacinas contra a covid-19 por empresas mesmo sem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  O projeto permite a aquisição de imunizantes com aval de uso concedido por qualquer autoridade sanitária estrangeira "reconhecida e certificada" pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso libera a compra de vacinas sem o consentimento da agência que realiza análises próprias sobre segurança e eficácia de vacinas, mesmo as já aprovadas em outros países. O projeto segue agora para votação no Senado.

Ontem, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador Ítalo Fioravante Sabo Mendes, decidiu suspender as decisões que autorizaram entidades particulares a importar vacinas contra a covid-19. O magistrado aceitou recurso protocolado pela União e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  Para o juiz, as entidades da sociedade civil podem fazer a compra direta de imunizantes, sem a obrigatoriedade de doação para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme determina a legislação.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.