Impedidos de voar, Boeings 737 Max ocupam até estacionamentos de carros

Guardar os aviões custa muito caro para a fabricante: são mais de 2 mil dólares por mês para cada aeronave parada

Depois de dois acidentes fatais envolvendo aviões da Boeing no modelo 737 Max, a fabricante viu os pedidos para novas aeronaves despencarem. Como consequência, a Boeing está com um estoque grande demais para gerenciar. A empresa tem tantos aviões 737 Max parados que está usando estacionamentos dos funcionários para estocá-los, de acordo com uma emissora local de televisão de Seattle, King-TV.

Segundo o Business Insider, o uso dos estacionamentos de carros faz parte do plano de gerenciamento de inventário da fabricante. "Estamos usando recursos de toda a companhia Boeing durante a pausa nas entregas do 737 Max, incluindo nossas instalações em Puget Soung, Boeing San Antonio e o Lago Moses", disse Paul Bergman, porta-voz da empresa, para o veículo.

Há aviões também em um espaço próprio para o estoque de aeronaves, mas expostos a intempéries naturais. No estacionamento próximo ao deserto de Mojave, na Califórnia, trabalhadores precisam proteger as aeronaves do sul, ventos e areia, assim como insetos e aves que entram nos motores e turbinas. 

Segundo a Bloomberg, guardar os aviões custa muito caro para a fabricante: são mais de 2 mil dólares por mês para cada aeronave parada. Funcionários fazem testes constantes nos motores e mecanismos da aeronave, para que o tempo parado não as danifique tanto.

A empresa enfrenta sua pior crise desde que um 737 MAX da Ethiopian Airlines caiu, matando todas as 157 pessoas a bordo, no segundo acidente fatal envolvendo a aeronave em apenas cinco meses. Os dois acidentes, juntos, mataram 346 passageiros.

Em março, a Boeing determinou a suspensão de todos os aviões desse modelo. Há 371 aeronaves do tipo em todo o mundo. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) havia determinado a suspensão dos voos nos Estados Unidos e a Anac, no Brasil. 

Além da suspensão dos voos das aeronaves já existentes, a empresa também está impedida de entregar os aviões novos já fabricados para as companhias aéreas. As entregas da Boeing em maio caíram 56% como consequência.

Até agora, a empresa já reportou ter perdido mais de 1 bilhão de dólares por conta dos acidentes, com receitas menores de produção e custos de atualização de software. 

A Boeing admitiu na semana passada, durante a Paris Airshow, que cometeu um erro ao implementar um sistema defeituoso de aviso de cabine na aeronave 737 MAX e previu que levará tempo para reconstruir a confiança dos clientes na sequência de dois acidentes fatais. O presidente-executivo da empresa, Dennis Muilenburg, disse que a Boeing falhou na comunicação com os reguladores e clientes.

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