Grupo Alto Alegre compra usina Cofercatu por R$ 182 mi

Ribeirão Preto, SP - Sem muito alarde, o Grupo Alto Alegre, uma das maiores companhias sucroalcooleiras do País de capital 100% nacional, comprou e já assumiu o controle da Usina Cofercatu, em Florestópolis (PR), por R$ 182 milhões. O valor inclui os ativos industriais da usina e ainda a assunção da dívida feita pela cooperativa na unidade industrial.

A nova unidade do Grupo Alto Alegre processou 1,06 milhão de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2009/2010, encerrada na última sexta-feira (dia 2). A produção de etanol foi de 66,352 milhões de litros e a de açúcar de 11,848 mil toneladas, de acordo com o gerente industrial da Cofercatu, Sérgio Luiz Eufrosino. Nascida durante o Proálcool, na década de 1970, a usina mantém um mix de destino de matéria-prima de 80% para a produção de etanol.

Na nova safra, cujo início está previsto para 17 de maio, a unidade deve moer 1,35 milhão de toneladas de cana, próximo à capacidade máxima de processamento, de 1,5 milhão de toneladas. Para chegar a esse volume de capacidade instalada, a cooperativa que comandava a usina fez investimentos entre 2006 e 2007, quando a moagem era de apenas 600 mil toneladas por safra. A dívida feita à época foi apontada como o principal fator para a decisão de vender a Cofercatu.

Com a aquisição, o Grupo Alto Alegre deve beirar 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processada na safra 2010/2011 nas cinco usinas que possui ou é acionista. "A aquisição reforça o trabalho dentro de um cluster produtivo da empresa", afirmou uma fonte da companhia. Com sede administrativa e uma usina em Presidente Prudente (SP), o grupo tem unidades nas cidades paranaenses de Santo Inácio e Colorado. É ainda sócia da Usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra (SP).

O Grupo Alto Alegre disputa ainda com as multinacionais Bunge e a Açúcar Guarani, da francesa Tereos, a aquisição da Usina Mandu, localizada em Guaira (SP) e próxima à Alta Mogiana. No entanto, a aquisição da Cofercatu e alguns empecilhos nas negociações com a Mandu, podem fazer com que a companhia brasileira, até então favorita, recue na compra da unidade paulista. O negócio deve ser finalizado até o início de maio.

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