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Governador se nega a privatizar Cemig: 'por que venderia?'

Pimentel é firme ao dizer que a empresa não será vendida: "Por que venderia, por razões ideológicas? Religiosas?"

Cemig: companhia é considerada a principal moeda de troca em caso de socorro ao Estado de Minas, a (Cemig/Divulgação)

Cemig: companhia é considerada a principal moeda de troca em caso de socorro ao Estado de Minas, a (Cemig/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de fevereiro de 2017 às 09h29.

Última atualização em 15 de junho de 2020 às 14h58.

Brasília - Principal ativo de Minas Gerais, a companhia de energia elétrica Cemig não está à venda, garantiu o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

"Por que privatizá-la? Não há razão para privatizar uma empresa como a Cemig, que tem tido bons resultados. Nós agora estamos corrigindo questões que herdamos de governos passados, estamos tornando a Cemig mais eficiente, mais competente do que já é", declarou.

A Cemig é uma das principais empresas do setor elétrico e joia da coroa do governo mineiro. A estatal atua nos três segmentos - geração, transmissão e distribuição de energia - e ainda é dona de parte da Light, companhia de energia elétrica que atua no Estado do Rio de Janeiro.

Em caso de socorro pela União ao Estado de Minas, a companhia é considerada a principal moeda de troca em uma recuperação fiscal que inclua suspensão de dívidas.

A situação é semelhante ao principal ativo do Rio de Janeiro, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), com a diferença que o governo fluminense concordou em vender a companhia.

Isso depois de muita resistência do governador Luiz Fernando Pezão. A Cedae servirá de garantia para um novo empréstimo que financiará o pagamento de salários atrasados.

Ao longo da semana passada, as ações da Cemig na Bolsa de Valores subiram com especulações de investidores sobre a possibilidade de o Estado vender sua fatia na companhia.

O governo mineiro detém 50,96% das ações ordinárias e 17,42% do total (ordinárias e preferenciais). Pimentel, no entanto, é firme ao dizer que a empresa não será vendida. "Por que venderia, por razões ideológicas? Religiosas?", questionou.

Na área econômica, a avaliação é que a situação de Minas é mais confortável em termos de ativos, que são em maior número do que no caso do Rio, que só conta com a Cedae.

Além da Cemig, o governo mineiro ainda detém 51,17% da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), cujas ações em bolsa também subiram essa semana devido às especulações.

Segundo relatório do Itaú BBA, se o Estado de Minas Gerais vendesse a totalidade de sua participação em ambas as empresas a valor de mercado, poderia levantar até R$ 5 bilhões, sendo R$ 2 bilhões com a Cemig e R$ 2,7 bilhões com a Copasa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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