Quando a inteligência artificial ganhou popularidade mundial com ferramentas como o ChatGPT, muitas startups correram para desenvolver produtos voltados ao consumidor final.
A empreendedora May Habib seguiu na direção oposta. Em vez de competir pela atenção do público, decidiu construir uma plataforma de inteligência artificial voltada para grandes empresas e setores altamente regulados.
A estratégia transformou a Writer em uma companhia avaliada em US$ 1,9 bilhão. As informações foram retiradas de Inc.
A aposta em IA corporativa em vez do hype do mercado
May Habib lançou a Writer no início de 2020 com uma proposta clara. A empresa seria uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para apoiar processos complexos dentro de organizações, especialmente em setores que operam sob forte regulação.
O momento do lançamento foi desafiador. Dias após o início das operações, a pandemia de Covid-19 paralisou a economia global. Mercados financeiros sofreram fortes quedas, empresas congelaram orçamentos e escritórios foram esvaziados em todo o mundo.
Apesar do cenário adverso, Habib manteve o plano original. Segundo ela afirmou à Inc., “foi um ano insano, mas também um ano de grande trauma e união”.
Enquanto muitas startups reduziram investimentos ou mudaram de estratégia, a fundadora decidiu intensificar o desenvolvimento da plataforma. A convicção era de que empresas adotariam inteligência artificial não pela novidade tecnológica, mas pela capacidade de resolver problemas reais com segurança, governança e integração aos sistemas corporativos.
Modelos próprios e foco em setores regulados
Em 2022, a Writer deu um passo decisivo ao lançar seus próprios modelos de linguagem proprietários. Os sistemas foram desenvolvidos ao longo de vários anos pelo cofundador e CTO Waseem AlShikh.
Diferentemente de grandes modelos públicos de inteligência artificial, a tecnologia da Writer foi projetada especificamente para ambientes corporativos. Os modelos são treinados considerando requisitos de governança, conformidade e políticas internas de empresas.
Isso permite que organizações conectem dados internos, sistemas e diretrizes de marca para criar agentes de inteligência artificial personalizados. Na prática, as empresas conseguem integrar a IA a processos estratégicos sem expor informações sensíveis.
A proposta ganhou relevância principalmente em setores como saúde, finanças e indústria farmacêutica. Nessas áreas, a utilização de sistemas públicos de inteligência artificial pode gerar preocupações relacionadas à proteção de dados, responsabilidade regulatória e compliance.
Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas
Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são comuns no mercado. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados.
Essa responsabilidade não se limita à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam fundamentos financeiros ampliam sua relevância e capacidade de crescimento na carreira.
O programa é voltado a profissionais que desejam aprofundar conhecimentos em gestão financeira e desenvolver competências estratégicas no ambiente corporativo.
Ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a conteúdos sobre análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Entre os diferenciais do programa estão conteúdo desenvolvido por especialistas do mercado, carga horária de três horas, certificado de conclusão, aulas ao vivo com espaço para perguntas e interação com outros profissionais.
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