Desafios da Petrobras ficam mais difíceis, diz Credit Suisse

O cenário que já era delicado e preocupante para a Petrobras ficou ainda mais difícil após o rebaixamento da sua nota de risco pela S&P, avalia o banco

Rio - O cenário que já era delicado e preocupante para a Petrobras ficou ainda mais difícil após o rebaixamento da sua nota de risco pela Standard & Poor's, avalia o banco Credit Suisse em relatório encaminhado nesta quinta-feira, 10, a investidores.

De acordo com o banco, pesam sobre a companhia sua necessidade de financiamento de US$ 25 bilhões por ano, associada às altas dívidas pressionadas pela recente depreciação do real. Os analistas avaliam ainda que a companhia pode enfrentar uma queda no Ebtida de 10% com o recuo nas cotações de óleo.

"Aposta no valor a longo prazo não existe em um ambiente de US$ 50 o barril do petróleo e de baixo crescimento da produção. Nossas estimativas são de o Ebitda diminuir 10% diante dos preços do petróleo mais baixos e do real mais fraco", avaliam os analistas André Sobreira e Vinicius Canheul, que assinam o relatório.

"Embora muita coisa tenha acontecido desde o início do ano (variação da cotação do petróleo, depreciação cambial), as questões da Petrobras são exatamente as mesmas: como financiar a US$ 25 bilhões de capex, US$ 7 bilhões em pagamentos de juros e rolamento de US$ 10 bilhões ou mais por ano, com geração de caixa que, em níveis de Brent atuais, deve ser em torno de US$ 17 bilhões?", questionam os analistas.

O documento ainda destaca que a companhia conta com os desinvestimentos para viabilizar os projetos, mas "pouco foi executado até agora". "Com preços mais baixos do petróleo, rebaixamento do Brasil e da Petrobras, e o real mais depreciado, fazer todos os desafios acima fica mais difícil", completam.

Os analistas avaliam que há dificuldade em indicar uma referência sobre o comportamento das ações da estatal. "Aposta com base em dividendos é igualmente difícil em um ambiente onde a Petrobras está envolvida em uma série de disputas fiscais, que a faria até mesmo não pagar dividendos por um segundo ano consecutivo", complementam.

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