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Com vendas em alta, motos chinesas ganham espaço na América Latina

No Brasil, as vendas passaram de menos de 1 milhão de unidades em 2018 para mais de 2 milhões em 2025

Motocicletas na América Latina: crescimento do setor abre espaço para marcas chinesas (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Motocicletas na América Latina: crescimento do setor abre espaço para marcas chinesas (Paulo Pinto/Agência Brasil)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 13 de abril de 2026 às 16h43.

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As vendas de motocicletas na América Latina subiram 20,6% em 2025, colocando a região entre as que mais cresceram no mundo.

O avanço abre espaço para fabricantes chinesas, que ampliam presença com novos modelos, preços mais baixos e expansão da assistência técnica.

Na Cidade do México, uma concessionária da fabricante chinesa CFMOTO reúne motos de baixa, média e alta cilindrada, além de veículos para uso fora de estrada. No local, vídeos do Campeonato Mundial de Superbike exibem a etapa de Portugal, em que a chinesa ZXMotor venceu as duas corridas principais em sua estreia. O resultado ajudou a atrair novos compradores.

O aumento da procura aparece nas lojas. “As vendas subiram nos últimos dias e o movimento de clientes cresceu”, afirmou Rubén Baños, gerente da concessionária. Ele disse que a demanda por marcas chinesas aumentou no México e em outros países da região.

Os números confirmam a tendência. No Brasil, as vendas passaram de menos de 1 milhão de unidades em 2018 para mais de 2 milhões em 2025.

Na Colômbia, os registros superaram 1,1 milhão no último ano. No Peru, o mercado chegou a 420 mil unidades e bateu recorde.

A China exportou 6,7 milhões de motocicletas para a América Latina em 2025, com aumento em volume e valor, segundo dados do setor.

Na Feira Internacional de Bicicletas e Motocicletas da Colômbia, a Qianjiang Motorcycle apresentou 30 modelos. No México, a CFMOTO registrou crescimento de 42,9% nas vendas locais.

No Chile, o corpo de bombeiros adquiriu motocicletas off-road para uso em áreas de difícil acesso. No Brasil, empresas reforçam estoques de peças e redes de manutenção. Na Argentina, a Loncin Motor expandiu participação por meio de parcerias locais.

Especialistas apontam que o crescimento do mercado está ligado à demanda por transporte individual e ao avanço do setor de entregas.

As fabricantes chinesas adotam estratégias de longo prazo, com investimento em segmentação, assistência técnica e distribuição de peças. A avaliação de analistas é que essas empresas buscam ampliar presença com base em tecnologia, competição esportiva e fortalecimento de marca na América Latina.

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