Com fim do direito ao aborto nos EUA, Netflix e Disney vão pagar viagens de funcionárias

Suspensão do direito constitucional ao aborto nesta sexta, 24, levou ao pronunciamento de gigantes do entretenimento, incluindo Sony, Paramount e Warner Bros.
Aborto: direito constitucional nos EUA foi suspenso pela Suprema Corte (Alex Wong/Getty Images)
Aborto: direito constitucional nos EUA foi suspenso pela Suprema Corte (Alex Wong/Getty Images)
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Agência O Globo

Publicado em 24/06/2022 às 18:00.

Última atualização em 24/06/2022 às 18:28.

Nesta sexta-feira, 24, a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu o direito constitucional ao aborto. Depois da decisão, empresas do entretenimento como a Netflix, Disney e Paramount se posicionaram a favor de funcionárias que queiram realizar o procedimento.

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A mudança na lei não proíbe o aborto no país, mas permite que cada um dos 50 estados adote vetos locais.

Na quinta-feira, 23, representantes da Netflix, Comcast, Warner Bros. Discovery, Sony e Paramount afirmaram que estariam dispostas a oferecer reembolso de despesas de viagem para funcionárias que residam em estados que proíbem o aborto e desejam interromper uma gravidez em outro estado onde o procedimento seja liberado. A prática já é adotada por companhias como Apple, Yelp e Citigroup.

Nesta sexta, a Disney seguiu os passos das outras empresas e confirmou para seus funcionários em um comunicado que cobrirá essas despesas em quaisquer posições.

Nota semelhante foi divulgada pela Paramount a seus funcionários, enquanto a Netflix afirmou que agora o plano de saúde oferece ainda "tratamento para câncer, transplantes, tratamentos para afirmação de gênero ou aborto", com um benefício de até US$ 10 mil por funcionário a depender do caso.

Além das empresas de entretenimento, os aplicativos de transporte Uber e Lyft prometeram cobrir os gastos legais de motoristas que sejam processados por ajudar mulheres a abortar no Texas, por exemplo.

(Agência O Globo)

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