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Com agro em alta, volume de carga transportada por rodovias aumenta 67,5%

Relatório da FreteBras, maior plataforma online de transporte de cargas da América do Sul aponta que alta no 1º semestre deve continuar ao longo do ano

Impulsionado pela alta do agronegócio e pelo início de retomada econômica com a vacinação, o volume de carga transportada por rodovias -- o frete rodoviário -- aumentou 67,5% nos primeiros seis meses de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 3,44 milhões. Os dados estão no “Relatório FreteBras – O Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”, enviado com exclusividade à EXAME. A empresa analisa fretes “B2B” e não compõem os dados fretes de entregas para consumidor final. 

Em dinheiro, no primeiro semestre deste ano, a FreteBras distribuiu cerca de R$28 bilhões em fretes. Só no segundo trimestre, o volume de carga transportada foi 83% maior do que o do mesmo período de 2020. 

O principal setor responsável por essa alta foi o agronegócio. De acordo com as informações do relatório, o agro foi responsável por 37% dos fretes registrados na plataforma. O percentual pode ser correlacionado com o bom momento em que o setor vive no país, com projeção de safras recorde e dólar alto, favorecendo a exportação de commodities. Ao todo, o valor do frete do segmento correspondeu a R$ 10,8 bilhões movimentados. 

Os estados mais significativos para o desempenho dessa categoria foram Rio Grande do Sul (15%), Paraná (15%) e São Paulo (14%). Os produtos mais transportados foram fertilizantes (29%) -- produto que teve recorde histórico de importações desde 2011, segundo o CONAB --, soja (13%) e milho (10%).

Na comparação entre o primeiro semestre desse ano com o de 2020, os fretes do agronegócio no país aumentaram 65%. 

“Todos esses fatores contribuem para a expectativa de aumento dos fretes daqui para frente também. O terceiro trimestre tende a ser bem forte, sazonalmente, e temos expectativas de que o agro mantenha a relevância que já demonstrou ao longo do ano. Ao mesmo tempo, é interessante observar o crescimento de outras categorias, como construção e produtos industrializados”, diz Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras.

Ao todo, os produtos industrializados foram responsáveis por 27% dos fretes anunciados na FreteBras no primeiro semestre. Os produtos mais transportados no período foram os alimentícios (17%), siderúrgicos (12%) e máquinas e equipamentos (11%). 

Os estados de maior destaque no desempenho do segmento foram São Paulo (27%), Rio Grande do Sul (14%) e Minas Gerais (11,20%). Na comparação com o primeiro semestre de 2020, o setor teve crescimento de 67,77% no volume de transportes.

Por fim, estão os fretes para construção, com 12% dos anúncios na plataforma. No período, os produtos mais transportados foram cimento (39%), telhas (7%) e pisos (6%). Em relação aos primeiros seis meses do ano anterior, houve crescimento de 84% no volume de fretes da categoria e os estados que mais carregaram insumos no setor foram Minas Gerais (49,38%), São Paulo (12,54%) e Paraná (6,75%).

Estados que mais transportaram no semestre

Ao analisar o volume de fretes por estado, o relatório mostra que São Paulo mantém a liderança, com 21,50%, seguido por Minas Gerais (15,7%) e pelo Paraná (13,2%). Entretanto, outros estados que tinham participação menor no quadro geral tiveram saltos expressivos no volume de fretes.

“O crescimento de 6% na área plantada do Tocantins gerou um aumento de 170% nos fretes originados no estado. No Piauí, o aumento de 10,4% na produção dos grãos, fez o volume de fretes subir 145%. Já em Sergipe, o início das operações da nova fábrica de fertilizantes nitrogenados da Unigel gerou um salto nos fretes do estado de 132%”, afirma Bruno.

Ao analisar só o segundo trimestre, outros estados também ganham força. O Espírito Santo registrou aumento de 171% no volume de fretes, impulsionado por um aumento de 44% na produção de papel e celulose e de 39% na extração de minerais como o granito. Outro destaque é Santa Catarina, que aumentou a produção industrial em 26% e, como resultado, os fretes saltaram 160% em comparação com o mesmo período de 2020. 

Portos que mais transportaram

Nos seis primeiros meses de 2021, os portos que mais geraram fretes foram os de Paranaguá (PR),, Rio Grande (RS) e Santos (SP). 

O primeiro representa, junto com o porto de Antonina, também no estado do Paraná, 31% da importação de adubos e fertilizantes do Brasil. Com o aumento da demanda pelo insumo, os fretes originados em Paranaguá dobraram em relação aos primeiros seis meses de 2020, chegando a 48 mil. Também houve aumento de 43% nos fretes de soja com destino ao porto.

No de Rio Grande, os produtos mais importados também foram adubos e fertilizantes, com um aumento de 300% no período. Ao mesmo tempo, os fretes de soja com destino ao porto caíram 30% em relação ao mesmo período de 2020, mesmo o estado sendo um dos maiores produtores do insumo no país. 

Já no porto de Santos, os fretes de adubos e fertilizantes, segundo produto mais importado no local, aumentaram 111% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os fretes de soja com destino à baixada santista tiveram aumento de 76% no período, enquanto os de açúcar aumentaram 85%.

 O que esperar do futuro?

Para a FreteBras, o avanço na vacinação e a retomada de atividades, somadas ao bom momento que o agronegócio enfrenta, devem recuperar o volume de fretes até o fim do ano, seguindo em alta. A expectativa da empresa é alcançar a marca de 10 milhões de anúncios publicados e de R$ 80 milhões em fretes negociados até o fim de 2021. Hoje, a empresa tem 560 mil caminhoneiros cadastrados e mais de 13 mil empresas assinantes, que cobrem cerca de 95% do território brasileiro. 

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