Clínicas de emagrecimento aumentam faturamento após pandemia

Empresas como a HCMC registram crescimento de três dígitos cuidando de pacientes que engordaram durante a pandemia
 (AFP/Exame)
(AFP/Exame)
Por Carlo CautiPublicado em 04/04/2022 17:49 | Última atualização em 05/04/2022 19:47Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) levou uma série de efeitos colaterais na população. Um deles foi o aumento da obesidade no Brasil.

Segunda a pesquisa "Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes no Vigitel", realizada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), o número de adultos obesos nas capitais brasileiras passou de 20,3% em 2019 para 21,5% em 2020. E os dados de 2021 deveriam apontar mais um aumento da obesidade adulta.

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Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, cerca de 20% das pessoas com mais de 18 anos estão obesas. E essa situação poderia se agravar durante a pandemia.

O Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Nupens) realizou um estudo envolvendo 14.259 indivíduos e mostrou que, durante a pandemia, 19,7% deles tiveram um aumento de ao menos 2 kg em seu peso, enquanto 15,2% dos participantes viram uma redução nos números da balança.

A pandemia acelerou o processo de obesidade porque as pessoas ficaram mais tempo em casa, sentadas, deitadas em frente a televisão, sem acesso a atividades físicas e alimentação saudável.

Não por acaso, muita gente começou a procurar clínicas de emagrecimento. Que estão registrando crescimentos em até três dígitos.

Faturamento de clínicas de emagrecimento aumenta após pandemia

É o caso da Premium Group, gestora das clínicas Health Care Medical Center (HCMC), fundada no começo de 2020 por dois jovens empresários que perceberam a oportunidade de negócios e decidiram investir no setor.

Somente entre março de 2020 a dezembro de 2021 eles realizaram mais de 35 mil atendimentos, crescendo 290% e faturando no ano passado R$ 46 milhões.

Mas com o final da pandemia, pretendem mais do que duplicar suas receitas em 2022, chegando aos R$ 115 milhões, abrindo mais 10 unidades.

“Iniciar esse projeto foi um grande desafio, pois, iniciamos no auge da pandemia e havia, naquele momento, um cenário incerto sobre como a economia iria caminhar. Com o nosso time de colaboradores e o foco no negócio voltado para mudar a vida das pessoas, ganhamos adesão pelo nosso novo método de mudança alimentar, prevenção e busca incessante pela saúde, questões que o brasileiro já mostrou que está interessado“, comenta Fernando Salvador Baptista, CEO da divisão diagnóstica do Premium Group.

Fernando Salvador Baptista, CEO da divisão diagnóstica do Premium Group e Thiago Pereira, CEO e cofundador da divisão clínica do Premium Group.

Thiago Pereira, CEO e cofundador da divisão clínica do Premium Group. (HDC/Exame) e Fernando Salvador Baptista, CEO da divisão diagnóstica do Premium Group (HDC/Exame)

Nessas clínicas são oferecidas ao público serviços de alta complexidade nas áreas de bioimpedância, exames laboratoriais de análises clínicas e imagem, consultas com nutricionistas esportivos, educadores físicos e uma equipe treinada e bem capacitada de médicos nutrólogos, endocrinologistas e de medicina do Esporte que dão todo o direcionamento para o tratamento dos pacientes com casos de obesidade.

“Nossos números refletem muito mais do que uma empresa em constante crescimento, diz sobre nosso trabalho incessante para entregar uma proposta de valor robusta para nossos pacientes, sempre enxergando-o de forma holística, entendendo que ele faz parte de um todo e focando em atingir a excelência em seu atendimento e resultados. A voz do nosso cliente é e sempre será nossa bússola” diz Thiago Pereira, CEO e cofundador da divisão clínica do Premium Group.