Negócios

CEO da Vale buscará crescimento com aquisições e diversificação

Segundo o Credit Suisse, Schvartsman criou grupos para avaliar a estratégia e a performance da empresa em diversas unidades de negócios

Schvartsman: o executivo falou em reduzir a interferência do governo na companhia (Divulgação/Klabin/Divulgação)

Schvartsman: o executivo falou em reduzir a interferência do governo na companhia (Divulgação/Klabin/Divulgação)

R

Reuters

Publicado em 26 de maio de 2017 às 15h53.

A mineradora Vale deverá em breve voltar a uma fase de expansão de seus negócios mirando oportunidades de fusões ou aquisições e estratégias para diversificar seu portfólio, atualmente com forte dependência do minério de ferro, disse o novo presidente da companhia, Fabio Schvartsman, em encontro com analistas.

"Apesar da alta qualidade dos ativos de minério de ferro da companhia e da alta lucratividade dessa unidade de negócios, o fato de todos os ovos estarem na mesma cesta é um importante risco de longo prazo para a companhia", disseram analistas do Credit Suisse em relatório para clientes que resume os principais pontos de uma reunião com Schvartsman nesta sexta-feira.

O Bradesco BBI também produziu um relatório após conversa com o executivo, que tomou posse na segunda-feira, no qual afirma que uma questão chave para a Vale será avaliar qual a melhor estratégia de diversificação do portfólio.

Os negócios de níquel, por exemplo, não geram lucros suficientes.

"A estratégia será baseada em crescimento e diversificação para além do minério de ferro, com fusões e aquisições sendo a principal ferramenta. Desalavancagem e pagamento de dividendos não são o suficiente. A Vale precisa ter uma clara estratégia de crescimento", explicou o Bradesco BBI, ao comentar as falas de Schvartsman.

Segundo o Credit Suisse, o novo presidente da Vale criou grupos para avaliar a estratégia e a performance da empresa em diversas unidades de negócios, e um diagnóstico estará pronto em 60 dias.

A Vale também contratou a consultoria Falconi para avaliar sua matriz de custos e identificar potenciais cortes.

Ainda segundo o Credit Suisse, a companhia provavelmente conseguirá reduzir sua dívida líquida para um nível abaixo da meta de 15 bilhões de dólares anunciada anteriormente.

Já os analistas do Bradesco BBI citaram também outras mudanças culturais que o novo presidente pretende implementar na Vale, como uma maior transparência, com executivos trabalhando todos na mesma sede, sem "clusters isolados dentro da companhia".

O executivo também falou em reduzir a interferência do governo na companhia.

Schvartsman substituirá na Vale o administrador de empresas Murilo Ferreira, que presidiu a mineradora durante seis anos. Ele tem 63 anos e desde 2011 era presidente executivo da Klabin, produtora de papel e papelão.

Acompanhe tudo sobre:Fusões e AquisiçõesMineraçãoVale

Mais de Negócios

“Vamos investir 800 milhões de dólares para transição de veículos elétricos”, diz CEO global do Uber

Universidade aposta em software com IA para aumentar a segurança no campus

Sebrae promove evento gratuito sobre sustentabilidade para pequenos negócios. Inscreva-se

Os CEOS mais bem pagos em 2023 nos EUA

Mais na Exame