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Braskem divulga resultados em meio a pessimismo e projeção de prejuízos

Analistas estimam um prejuízo de 1 bilhão de reais para o exercício de 2019 e outros 400 milhões para 2020

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Braskem: a Odebrecht continua procurando interessados em comprar sua fatia na petroquímica após o fracasso das negociações com a LyondellBasell no ano passsado (Paulo Fridman/Corbis/Getty Images)

Braskem: a Odebrecht continua procurando interessados em comprar sua fatia na petroquímica após o fracasso das negociações com a LyondellBasell no ano passsado (Paulo Fridman/Corbis/Getty Images)

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Redação EXAME

Publicado em 19 de março de 2020 às, 06h28.

Última atualização em 19 de março de 2020 às, 07h45.

Enquanto as economias ao redor do mundo enfrentam os impactos devastadores do coronavírus, parte dos investidores no Brasil estará atenta nesta quinta-feira, 18, ao balanço financeiro da petroquímica Braskem, a ser divulgado após o fechamento do mercado. O consenso entre analistas é que o grupo apresente um prejuízo de 1 bilhão de reais para o consolidado de 2019.

A Braskem vive um poço de incertezas. Rachaduras em bairros inteiros da capital alagoana, Maceió, foram atribuídas à atividade minerária da companhia, o que levou ao fechamento da mina de sal-gema na região. O grupo tenta provar que não há ligação entre a operação e as fissuras. O fato é que, com o encerramento da unidade, a empresa aumentou os custos com importações.

O problema se soma à lenta recuperação do mercado no período e ao processo conturbado de recuperação judicial de seu controlador, a Odebrecht.

Para 2019, analistas projetam receita líquida da companhia em 52 bilhões de reais, queda de 11% sobre o ano anterior. Na última linha do balanço, a empresa deve apresentar um prejuízo superior a um bilhão de reais, ante lucro líquido de 2,87 bilhões em 2018.

Boa parte do desempenho negativo se deve a provisões referentes a acordos firmados com famílias atingidas pelas rachaduras na capital alagoana. Em janeiro deste ano, as ações da Braskem subiram depois que a empresa conseguiu firmar um acordo com a Justiça alagoana para realocar 17.000 famílias na região, ao custo de 1,7 bilhão de reais.

Para 2020, sobra pessimismo para a gigante petroquímica. Além da queda da demanda projetada para o período, os impactos provenientes de Alagoas continuam incertos. “O cenário se deteriorou de forma brutal. Nem todo o ônus de ressarcimento à população pode ter acabado”, afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora.

A Braskem faz ainda parte de uma lista de ativos que o grupo Odebrecht tenta vender para reorganizar as dívidas e focar apenas em seu negócio de construção civil — hoje rebatizado para OEC, sigla para Odebrecht Engenharia e Construção, após crise de reputação gerada pela Operação Lava-Jato. Na quarta-feira, 18, a EXAME informou que a Odebrecht conseguiu negociar com os bancos credores o pagamento de uma dívida de mais de 50 bilhões de reais. A venda da Braskem e de outros ativos será essencial para que a Odebrecht consiga honrar os compromissos com seus mais de 500 credores.

Assim, a Braskem deve ser ainda envolvida nos novos capítulos da novela da recuperação judicial da Odebrecht. Enquanto isso, analistas projetam um novo prejuízo para a empresa em 2020, de 400 milhões de reais, o que certamente não ajuda nos esforços de venda da empresa. Se a crise do coronavírus se aprofundar ainda mais, o cenário pode ser ainda mais prejudicial para a companhia.

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