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Bradesco é o mais provável comprador do HSBC, dizem fontes

Segundo pessoas próximas à negociação, o HSBC provavelmente venderá sua filial brasileira ao Bradesco


	HSBC: o Bradesco teria mais facilidade de integrar os ativos do HSBC, dizem fontes
 (Susana Gonzalez)

HSBC: o Bradesco teria mais facilidade de integrar os ativos do HSBC, dizem fontes (Susana Gonzalez)

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Da Redação

Publicado em 8 de junho de 2015 às 21h01.

O HSBC Holdings Plc provavelmente vai vender sua filial no Brasil ao Banco Bradesco SA por um valor de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões, disseram pessoas próximas à negociação.

O Bradesco teria mais facilidade de integrar os ativos do HSBC Holdings Plc e de obter aprovação do governo do que um banco estrangeiro como o Banco Santander SA, que também fez uma oferta, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque as negociações são privadas.

O Santander é o segundo banco mais provável de comprar o HSBC.

O Bradesco estaria disposto a pagar em dinheiro, segundo as fontes. A compra não seria suficiente para o Bradesco passar o Itaú Unibanco Holding SA em ativos.

O HSBC é o sétimo maior banco do País em ativos, segundo dados dos balanços dos bancos. O Bradesco passaria a R$ 1,18 trilhão em ativos comparado com R$ 1,3 trilhão do Itaú. O Banco do Brasil é maior, com R$ 1,54 trilhão.

O Itaú também fez uma oferta, segundo as pessoas. Mas o banco teria menos interesse por já ter o maior valor de mercado no Brasil.

O Goldman Sachs Group Inc. coordena a venda, disseram pessoas próximas à operação no mês passado.

Uma transação de R$ 10 bilhões, ou 1,03 vezes o valor contábil do HSBC no Brasil, reduziria o capital de nível 1 do Bradesco de 12,1 por cento para 10,1 por cento, segundo Saul Martinez, analista no JPMorgan Chase Co., disse em um relatório.

A queda não necessariamente levaria o Bradesco a ter de aumentar seu capital, segundo Martinez.

O HSBC tem 853 agências no Brasil e teve prejuízo de R$ 441 bilhões em 2014.

Procurados, o Bradesco, o HSBC e o Santander não quiseram comentar o assunto.

O Itaú disse que sempre avalia oportunidades ``focadas no crescimento do banco no Brasil e na América Latina e na geração de valor aos acionistas.”

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