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Ucrânia mantém pressão em cidade estratégica, apesar de Rússia declarar vitória

Rússia havia idealizado a captura de Bakhmut, em Donbass, para dominar região industrial da Ucrânia

Civis deixam Bakhmut com seus pertences durante guerra na Ucrânia (Anna Malpas/AFP)

Civis deixam Bakhmut com seus pertences durante guerra na Ucrânia (Anna Malpas/AFP)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 4 de junho de 2023 às 19h05.

O exército russo declarou vitória na cidade oriental ucraniana de Bakhmut, mas lideranças da Ucrânia, como o comandante do batalhão Oleg Shiryaev, não estão recuando. Em vez disso, os relatos são de que as forças locais mantêm a pressão e continuam a luta para manter posições na orla ocidental.

A vice-ministra da Defesa Ucraniana, Hanna Maliar, diz que o bombardeio de artilharia russa ainda continua de forma semelhante ao que ocorria no auge da batalha para tomar a cidade. "A batalha pela área de Bakhmut não parou; está em andamento, apenas assumindo formas diferentes", disse Maliar.

A Rússia havia idealizado a captura de Bakhmut como uma realização parcial de sua meta de controlar a região oriental de Donbass, o coração industrial da Ucrânia. Agora, as forças russas foram obrigadas a se reagrupar, alternar combatentes e se rearmar apenas para manter a cidade. O porta-voz das forças ucranianas no leste, Serhiy Cherevatyi, disse que o objetivo estratégico na área de Bakhmut é "restringir o inimigo e destruir o máximo de pessoal e equipamento possível".

Navalny

Além da resistência ucraniana o governo russo também lida com ameaças de piquetes e manifestações por opositores no próprio solo. O principal líder da oposição, Alexei Navalny, afirmou, em publicação nas redes sociais, que tem esperança de que haja um futuro melhor na Rússia. Navalny está preso, cumprindo sentença por fraude e desacato ao tribunal. Ele alega que as acusações foram forjadas contra ele, por ter denunciado corrupção e organizado protestos contra o governo.

Os aliados de Navalny convocaram manifestações para mostrar apoio a ele, que completa 47 anos neste domingo, 4. Os atos ocorreram na Rússia e no exterior. Pelo menos 90 pessoas foram detidas, segundo o grupo OVD-Info, que monitora prisões políticas. A polícia reforçou a presença no centro de Moscou e prendeu aqueles que tentaram organizar piquetes individuais na Praça Pushkin e em outras partes da capital. 

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