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Rússia critica acordo político entre Ucrânia e UE

Rússia criticou a assinatura da parte política do Acordo de Associação entre Ucrânia e a União Europeia


	Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov: Rússia considera que acordo não responde aos interesses do povo ucraniano
 (Sergei Karpukhin/Reuters)

Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov: Rússia considera que acordo não responde aos interesses do povo ucraniano (Sergei Karpukhin/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2014 às 10h14.

Moscou - A Rússia criticou nesta sexta-feira a assinatura da parte política do Acordo de Associação entre Ucrânia e a União Europeia (UE), ao considerar que não responde aos interesses do povo ucraniano.

"Este não é um passo ditado pelos interesses da economia e do povo ucraniano em seu conjunto, mas uma nova tentativa de ganhar pontos na parte geopolítica", afirmou Sergei Lavrov, ministro russo das Relações Exteriores.

Lavrov destacou que a assinatura do acordo ocorre "quando o Estado ucraniano está imerso em uma profunda crise e quando aqueles que se autoproclamaram governantes não contam nem com apoio e nem com legitimidade de uma grande parte de seu próprio povo.

Na sua opinião, antes de assinar tais acordos, a Ucrânia deve recuperar a "concórdia nacional", dar a oportunidade ao povo para que eleja livremente seus dirigentes e, só depois, abordar os problemas que dividem os ucranianos, como é a integração europeia.

Os chefes de Estado e do governo da UE assinaram hoje em Bruxelas com o primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, os capítulos políticos do Acordo de Associação.

Dito acordo está dirigido a "impulsionar a aproximação gradual" entre a UE e Ucrânia, além de promover o diálogo político.

Além disso, é o ponto de partida para estabelecer as condições econômicas e comerciais que conduzam à integração gradual da Ucrânia no mercado interno da UE, incluindo o estabelecimento de uma área de livre-comércio.

A UE ofereceu em um primeiro momento esse acordo ao deposto presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, que preferiu não levar adiante devido a seu alto custo para a economia ucraniana e, em seu lugar, restabeleceu as relações comerciais plenas com a Rússia.

Essa decisão desencadeou em novembro grandes protestos que desembocaram em violentos distúrbios e acabaram com a derrocada de Yanukovich, que está exilado na Rússia.

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