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Reino Unido: 90% dos pacientes com covid em UTIs não têm dose de reforço

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson descartou mais uma vez qualquer endurecimento das restrições antes do Ano-Novo

 (Tolga Akmen/AFP)

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AFP

Publicado em 29 de dezembro de 2021 às 13h02.

Última atualização em 29 de dezembro de 2021 às 14h17.

Até 90% dos pacientes com covid-19 em cuidados intensivos no Reino Unido não receberam uma dose de reforço da vacina, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson nesta quarta-feira, 29, descartando mais uma vez qualquer endurecimento das restrições antes do Ano-Novo.

"Lamento dizer, mas a grande maioria das pessoas internadas em cuidados intensivos em nossos hospitais são as que não receberam uma vacina de reforço", destacou o líder conservador à margem de uma visita a um centro de vacinação.

"Falei com médicos que afirmam que até 90% das pessoas em cuidados intensivos não receberam uma dose de reforço", explicou, renovando seu apelo à população para que tome a terceira dose.

"Quem não está vacinado tem, em média, oito vezes mais chances de terminar no hospital", afirmou Johnson.

Diante de uma propagação veloz da variante ômicron, com um recorde de quase 130.000 casos registrados na terça-feira na Inglaterra e Gales, o Reino Unido lançou uma campanha de vacinação de reforço, que já permitiu administrar uma dose extra em quase 57% da população maior de 12 anos.

O objetivo é oferecer uma vacina de reforço a toda a população adulta antes do fim do ano.

Com base no avanço da vacinação e apesar do aumento das hospitalizações, Boris Johnson voltou a descartar nesta quarta-feira endurecer as restrições em vigor na Inglaterra para frear a propagação do vírus, ao contrário da Escócia, Gales e Irlanda do Norte, que fecharam as casas noturnas.

"A variante ômicron continua provocando problemas reais, vemos que os casos aumentam nos hospitais, mas é claramente menos virulenta que a variante delta e podemos seguir adiante como estamos fazendo", justificou o chefe de Governo.

No entanto, pediu à população para celebrar o Ano-Novo "com prudência".

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