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Os rebeldes huthis de Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram nesta segunda-feira (18) dois ataques contra navios no Mar Vermelho.  Com isso, várias empresas anunciaram que vão evitar esta importante rota comercial por causa dessas agressões.

Os huthis, que controlam a capital iemenita, Sanaa, desde 2014 e outras áreas do país, afirmaram em um comunicado que "realizaram uma operação militar contra dois barcos vinculados com a entidade sionista", em referência a Israel.

Os rebeldes indicaram que o navio norueguês M/V Swan Atlantic, que navega com bandeira das Ilhas Cayman, e o MSC Clara, de bandeira panamenha, foram atacados após se recusarem a responder a seus chamados de contato.

A Inventor Chemical Tankers, dona do Swan Atlantic, disse que o navio foi atingido por  "objeto não identificado". Nenhum tripulante, todos de nacionalidade indiana, ficou ferido e o barco sofreu "danos limitados", segundo a empresa. "O navio não tem nenhuma relação com Israel", afirmou o proprietário da embarcação, que informou ainda que a embarcação fazia um trajeto da França para a Ilha da Reunião, um território ultramarino francês no Oceano Índico.

Cerca de 40% do comércio mundial passa pelo estreito de Bab Al Mandab, o corredor que conecta o Chifre da África com a Península Arábica e onde os huthis aumentaram seus ataques.

Os huthis advertiram que vão atacar qualquer navio que se dirija a portos israelenses e que navegue em frente ao litoral do Iêmen, como medida de pressão em resposta à guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas em Gaza.

Canal de Suez: ligação entre Europa e Ásia passa por área de conflitos (Arte/Exame)

Evergreen e BP se retiram

Esta ameaça fez com que cinco transportadoras, entre elas as duas maiores empresas de frete marítimo do mundo, anunciassem que evitariam o Mar Vermelho, que liga o Mediterrâneo ao Oceano Índico.

A petrolífera britânica BP anunciou nesta segunda-feira  que suspenderá qualquer envio por esta rota, uma notícia que fez os preços do petróleo subirem. Também o fez a gigante taiwanesa Evergreen.

A Frontline, uma das maiores companhias de navios-petroleiros do mundo, declarou que estava realizando mudanças nos trajetos das embarcações e que "apenas aceitaria novos negócios" que possam passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Esta rota é muito mais longa e consome mais combustível.

A gigante ítalo-suíça Mediterranean Shipping Company (MSC), a francesa CMA CGM, a alemã Hapag-Lloyd, a belga Euronav e a dinamarquesa A.P. Moller-Maersk -esta última responsável por 15% do transporte mundial de contêineres- deixaram de operar no Mar Vermelho até segundo aviso.

Os ataques se transformaram em uma crise de segurança marítima com "implicações comerciais e econômicas na região e além", comentou à AFP Torbjorn Soltvedt, do centro de análise Verisk Maplecroft.

Reação internacional

De visita em Israel, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, pediu que o Irã deixe de apoiar esses ataques, que afetam uma rota-chave para o comércio internacional. "Estes ataques são irresponsáveis, perigosos e violam o direito internacional. Por isso, estamos dando passos para formar uma coalizão internacional para enfrentar esta ameaça", acrescentou.

Uma reunião foi marcada para esta terça, entre representantes dos EUA e outros países, para tratar da questão.

No sábado, um destróier americano derrubou no Mar Vermelho 14 drones lançados de zonas do Iêmen controladas pelos rebeldes, informou o Exército americano.

O Reino Unido também afirma que um de seus destróieres derrubou um suposto drone de ataque na zona.

A guerra em Gaza começou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro, no qual seus combatentes mataram cerca de 1.140 pessoas, a maioria civis, e sequestraram outras 250, segundo as autoridades israelenses.

O Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas, afirma que mais de 19.453 pessoas, a maioria mulheres e menores de 18 anos, morreram na ofensiva de Israel.

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