Mundo

Primeira-dama da Venezuela acusa EUA de sequestro

Seus dois sobrinhos foram presos indiciados em Nova York sob a acusação de conspirar para traficar cocaína, provocando constrangimento a Maduro


	A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores: “temos evidência de que a DEA esteve aqui, em território venezuelano, violando nossa soberania"
 (REUTERS/Marco Bello)

A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores: “temos evidência de que a DEA esteve aqui, em território venezuelano, violando nossa soberania" (REUTERS/Marco Bello)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de janeiro de 2016 às 09h34.

Caracas - A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, disse na terça-feira que seus sobrinhos indiciados por tráfico de drogas nos Estados Unidos foram sequestrados por autoridades norte-americanas, em seus primeiros comentários sobre o caso desde que as prisões provocaram um escândalo no ano passado.

Franqui Flores de Freitas, de 30 anos, e Efrain Campo Flores, de 29, foram presos no Haiti em novembro, numa operação envolvendo o órgão federal de combate às drogas dos EUA, o DEA.

Os dois foram em seguida indiciados em Nova York sob a acusação de conspirar para traficar cocaína, provocando constrangimento ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“Temos evidência de que a DEA esteve aqui, em território venezuelano, violando nossa soberania e cometendo crimes em nosso território”, disse Flores, que é também uma congressista, ao ser perguntada sobre o caso por jornalistas na Assembleia Nacional.

“A DEA cometeu o crime de sequestro, o que a defesa (legal) vai provar”, afirmou. A embaixada dos EUA em Caracas não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o caso.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaPaíses ricosAmérica LatinaEstados Unidos (EUA)Venezuela

Mais de Mundo

EUA anunciam a emissão de passaportes com rosto e assinatura de Trump

Jovem se declara culpado de planejar atentado em show de Taylor Swift

Emirados aumentarão produção de petróleo após deixar Opep, prevê Eurasia

Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+ após mais de 50 anos