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Presidente do Iraque propõe eleições antecipadas após semanas de protestos

Durante as manifestações que pedem mais serviços públicos básicos combate à corrupção, mais de 250 pessoas morreram e 5 mil ficaram feridas

Iraque: presidente afirmou que o primeiro-ministro aceitaria renunciar se houver um acordo entre as forças políticas (Abdullah Dhiaa al-Deen/Reuters)

Iraque: presidente afirmou que o primeiro-ministro aceitaria renunciar se houver um acordo entre as forças políticas (Abdullah Dhiaa al-Deen/Reuters)

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EFE

Publicado em 31 de outubro de 2019 às 13h41.

Bagdá — Depois de uma semana de violentos protestos no Iraque, a segunda onda de manifestações deste mês, o presidente do país, Barham Saleh, disse nesta quinta-feira que concorda com a convocação de eleições antecipadas.

Segundo Saleh, o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, está disposto a renunciar ao cargo se houver um acordo entre todas as forças políticas para evitar um vazio de poder no país.

"Declaro meu apoio às eleições antecipadas, com uma comissão eleitoral nova e independente, porque a legitimidade do governo vem do povo", afirmou Saleh em um pronunciamento ao país.

Sobre as reivindicações feitas pelos manifestantes nos protestos, o presidente do Iraque afirmou que segue consultando as forças políticas e os movimentos populares para realizar as reformas necessárias e proteger a estabilidade do país.

As manifestações pedem mais serviços públicos básicos e que a corrupção seja combatida mais efetivamente no Iraque. Mais de 250 pessoas morreram e 5 mil ficaram feridas nas duas ondas de protestos registradas no Iraque em outubro.

"A situação atual não pode continuar, precisamos de reformas sérias e grandes mudanças. São demandas legítimas", reconheceu o presidente, que está no cargo há pouco mais de um ano, no discurso.

Saleh também falou sobre os confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança. "Os órgãos de segurança são irmãos dos iraquianos. A repressão não é aceitável, nem o uso da força e da violência", frisou.

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