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Presidente do Fed alerta para riscos no sistema financeiro

Presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, não deu sinal de mudança na política monetária

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen: ela afirmou que os Estados Unidos estão melhor do que na crise de 2008 (Jim Watson/AFP)

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen: ela afirmou que os Estados Unidos estão melhor do que na crise de 2008 (Jim Watson/AFP)

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Da Redação

Publicado em 2 de julho de 2014 às 17h20.

Washington - A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, afirmou nesta quarta-feira que vê um perigoso potencial de risco no sistema financeiro dos Estados Unidos, mas sem dar sinal de mudança na política monetária.

Em um discurso sobre como bancos centrais devem lidar com os riscos excessivos da economia, especialmente com taxas muito baixas de juros, Yellen afirmou que os Estados Unidos estão melhor do que na crise de 2008.

Mas com as taxas de juros próximas de zero, cinco anos após o fim da recessão e com os mercados em crescimento, Yellen alertou: "Vejo riscos mais altos no sistema financeiro".

Considerando o cenário econômico -- crescimento moderado e alavancagem muito reduzida --, Yellen afirmou que não há necessidade de aumentar as taxas de juros ou mudar a política monetária de alguma outra forma.

"Por esses fatores, eu não vejo necessidade de uma política monetária que desvie o foco da estabilidade de preços e do emprego máximo, a fim de responder as preocupações relativas à estabilidade financeira."

Yellen argumentou que, para o banco central que enfrenta riscos crescentes no sistema financeiro, uma política monetária restritiva é, na melhor das hipóteses, uma "estratégia muito contundente" para manter a situação sob controle.

"A política monetária enfrenta limitações significativas como instrumento para promover a estabilidade financeira", disse.

Em vez disso, os reguladores precisam adotar uma abordagem muito prudente, exigindo que as instituições financeiras fortaleçam os alicerces dos mercados de capitais e reduzam as atividades de risco para garantir que o sistema financeiro mantenha-se sobre uma base sólida.

Regras mais rígidas para instituições financeiras bancárias e não bancárias seria um longo caminho para atingir esse objetivo, disse.

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