Mundo

Policiais egípcios bloqueiam fronteira com Israel

Indignados com o sequestro de sete colegas por extremistas islâmicos, policiais do Egito bloquearam uma fronteira comercial com Israel neste domingo


	Presidente Mohamed Mursi: policiais querem pressioná-lo a ajudar na libertação dos sete sequestrados.
 (REUTERS/Egyptian Presidency)

Presidente Mohamed Mursi: policiais querem pressioná-lo a ajudar na libertação dos sete sequestrados. (REUTERS/Egyptian Presidency)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2013 às 15h03.

Cairo - Policiais egípcios, indignados com o sequestro de sete colegas por extremistas islâmicos, bloquearam uma fronteira comercial com Israel neste domingo, segundo fontes da área de segurança.

Desde sexta-feira, policiais já bloqueavam outra fronteira, o posto de Rafah, com a Faixa de Gaza, como forma de pressionar o governo do presidente Mohamed Mursi, integrante da Irmandade Muçulmana, a ajudar na libertação dos sete sequestrados.

Dezenas de policiais intensificaram o protesto neste domingo na fronteira de al-Awja, 40 quilômetros ao sul de Rafah. A fronteira é usada por caminhões que transportam bens entre o Egito e Israel.

"O movimento de caminhões está totalmente interrompido", disse uma fonte da área de segurança. Ofer Lefler, porta-voz do serviço que controla as fronteiras de Israel, confirmou que o tráfego havia parado em al-Awja, fronteira conhecida em Israel como Nitzana, nas duas direções. De acordo com ele, a maioria do movimento na fronteira fechada corresponde a bens chegando e saindo da Faixa de Gaza.

Extremistas armados sequestraram os policiais na quinta-feira, numa estrada entre el-Arish e Rafah, cidades do Sinai. Eles exigem a libertação de militantes islâmicos presos.

Grupos de extremistas islâmicos no norte do Sinai têm explorado a erosão da autoridade do Estado egípcio desde a queda de Hosni Mubarak, em 2011, para atacar alvos egípcios e israelenses.

Omar Amer, porta-voz da Presidência do Egito, disse à TV estatal do país que não há negociações com os sequestradores, e que tampouco seria aceitável negociar com criminosos.

Acompanhe tudo sobre:ÁfricaEgitoIsrael

Mais de Mundo

Irã denuncia atraso na emissão de vistos para delegação da Copa e pede apoio da Fifa

Irã lança mísseis contra Bahrein e Kuwait em resposta a ataque dos EUA

Governo Trump teme ação de inteligência israelense contra altos funcionários, diz NYT

Jogadores do Irã terão de deixar os EUA no mesmo dia das partidas da Copa, diz embaixador