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Operações no Afeganistão matam 30 membros do EI

Apesar das forças afegãs terem divulgado que no ano passado o grupo jihadista havia sido derrotado, as batalhas não pararam

EI: o principal reduto do EI desde seu surgimento foi Nangarhar (Khalid al Mousily/Reuters)

EI: o principal reduto do EI desde seu surgimento foi Nangarhar (Khalid al Mousily/Reuters)

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EFE

Publicado em 3 de abril de 2017 às 14h12.

Última atualização em 13 de abril de 2017 às 15h03.

Cabul - Pelo menos 27 integrantes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), entre eles um alto comandante, morreram nas últimas 24 horas em duas operação das tropas afegãs na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, informou nesta segunda-feira à Agencia Efe uma fonte policial.

Na primeira ofensiva das forças terrestres afegãs, que aconteceu no distrito de Achin, morreram pelo menos 11 insurgentes, indicou o porta-voz da Polícia provincial, Hazrat Hussain Mashriqiwal.

"Outros 16 (jihadistas), incluindo um comandante do grupo, morreram em Tangi, no distrito de Achin, no fim do domingo, em um ataque aéreo", com a participação das Forças Aéreas dos Estados Unidos, detalhou o porta-voz.

Mashriqiwal afirmou que as autoridades identificaram o comandante do EI como Farooq.

O EI tem presença no Afeganistão desde 2015, mas no início do ano passado as autoridades afegãs anunciaram sua derrota. Os combates entre as forças afegãs e esta organização, contudo, não pararam, assim como os ataques deste grupo em várias partes do país.

O principal reduto do EI desde seu surgimento foi Nangarhar, onde mantêm combates não só com as forças de segurança afegãs, mas com os talibãs.

A presença do grupo terrorista nesta província caiu de dez para apenas três distritos após várias operações das forças afegãs com apoio dos Estados Unidos. No entanto, o EI continua realizando atentados e ações de grande impacto no Afeganistão.

O último grande atentado reivindicado pelo EI em território afegão foi o assalto no mês passado a um hospital militar em Cabul. Na ação, 31 pessoas morreram, além dos quatro terroristas, e 53 ficaram feridas.

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