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Obama pede que Putin deixe mentalidade da Guerra Fria

Divergências entre políticas externas de Rússia e Estados Unidos levaram presidente norte-americano a pedir que líder russo pense no futuro


	Obama e Putin se encontram em 2009: antigos rivais, Estados Unidos e Rússia têm discordado em questões internacionais
 (Alexey Druzhinin/AFP)

Obama e Putin se encontram em 2009: antigos rivais, Estados Unidos e Rússia têm discordado em questões internacionais (Alexey Druzhinin/AFP)

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Da Redação

Publicado em 11 de agosto de 2013 às 12h36.

Washington - O presidente norte-americano, Barack Obama, informou que está reavaliando a tensa relação dos Estados Unidos com a Rússia por causa do crescente número de questões em que os dois países divergem. Ele pediu que o presidente russo, Vladimir Putin, pense no futuro em vez do passado e abandone a mentalidade da Guerra Fria. Os comentários foram feitos por Obama durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca e surgem dias após o cancelamento de uma reunião com Putin no próximo mês

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel, disseram que obtiveram resultados tangíveis para uma solução política à crise na Síria, entre outros assuntos, em negociações com os seus equivalentes na Rússia.

Obama afirmou que o retorno de Putin ao Kremlin no ano passado reforçou o discurso anti-americano. Ele disse a repórteres que decidiu não participar do encontro com líder russo porque o país "não avançou" em um conjunto de questões no qual os EUA gostariam de ver progresso.

O presidente norte-americano acrescentou que o fato de estar infeliz com a decisão da Rússia de garantir asilo ao seu ex-agente do serviço secreto, Edward Snowden, não era o único motivo do cancelamento. Ele também descartou sugestões de que não se dava bem com Putin.

"Eu não tenho um relacionamento pessoal ruim com o Putin. Quando temos conversas, elas são sinceras, sem cortes. Muitas vezes, são construtivas", revelou Obama. O presidente norte-americano pediu ainda que Putin pensa em termos mais abrangentes e não veja os EUA como um inimigo. Fonte: Associated Press.

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