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Novos protestos antigoverno deixam 17 feridos na Turquia

Para hoje, a rede Solidariedade com Taksim convocou uma concentração na frente do Palácio de Justiça de Istambul, onde se exigirá a libertação dos detidos durante os protestos

Manifestantes protestam contra o governo em Istambul, na Turquia (REUTERS/Umit Bektas)

Manifestantes protestam contra o governo em Istambul, na Turquia (REUTERS/Umit Bektas)

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Da Redação

1 de julho de 2013, 06h28

Istambul - Uma nova série de protestos antigovernamentais na Turquia deixou 17 feridos na cidade de Mersin, enquanto para hoje se convocou uma concentração em Istambul para reivindicar a liberdade dos detidos durante a onda de manifestações que começou no final de maio.

Em Mersin, uma manifestação de cerca de 500 pessoas foi bloqueada pela Polícia , que tentou dispersar o grupo com canhões de água e gás lacrimogêneo, informou hoje a emissora "CNNTürk".

Os ativistas levantaram barricadas com as mesas e cadeiras de cafeterias próximas e a intervenção concluiu com 17 feridos, entre eles um policial e dois jornalistas, e dez detidos.

Horas antes tinha sido registrada uma tensão similar em Diyarbakir, ao sudeste do país, onde o partido pró-curdo Paz e Democracia tentou lançar ontem uma campanha para exigir que o Executivo acelere as reformas legais prometidas no marco do processo de paz com a guerrilha curda.

Para hoje, a rede Solidariedade com Taksim convocou uma concentração na frente do Palácio de Justiça de Istambul, onde se exigirá a libertação dos detidos durante os protestos.

Sob o lema "Estamos aqui, assumimos toda a responsabilidade", os manifestantes se acusarão perante a Promotoria de ter participado dos protestos que começaram para defender o parque Gezi de Istambul e que se transformaram em um amplo movimento de rejeição às políticas autoritárias do Governo.