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Navios iniciam no Índico rastreamento submarino de avião

As equipes de resgate que buscam o avião de Malaysia Airlines que desapareceu em 8 de março começaram um rastreamento submarino no sul do oceano


	Pessoal da Náutica das Filipinas procura por avião desaparecido da Malaysia Airlines: buscas estão sendo realizadas em um corredor de 240 quilômetros
 (REUTERS/PS-36 Philippine Navy/Handout via Reuters)

Pessoal da Náutica das Filipinas procura por avião desaparecido da Malaysia Airlines: buscas estão sendo realizadas em um corredor de 240 quilômetros (REUTERS/PS-36 Philippine Navy/Handout via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 4 de abril de 2014 às 14h41.

Sydney - As equipes de resgate que buscam o avião de Malaysia Airlines que desapareceu em 8 de março começaram nesta sexta-feira um rastreamento submarino no sul do oceano Índico com a ajuda de duas embarcações equipadas com sofisticados detectores das caixas-pretas.

As buscas estão sendo realizadas em um corredor de 240 quilômetros ao noroeste de Perth, a capital do estado da Austrália Ocidental.

Esta é "a zona de maior probabilidade na qual o avião pôde ter caído na água", disse o coordenador da missão internacional, o australiano Angus Houston, em entrevista coletiva em Perth.

Houston, diretor do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas criado pela Austrália para a missão, afirmou que a região selecionada foi determinada "a partir de dados obtidos muito recentemente e que são os melhores dados disponíveis".

Especialistas da Austrália, China, Estados Unidos, Malásia e o do Reino Unido analisam a informação técnica do Boeing 777-200 desaparecido.

Participam da operação de rastreamento marinho a embarcação australiana Ocean Shield, que possui um localizador de caixa-preta da marinha americana, e o navio britânico Echo, de pesquisa oceanográfica.

O Ocean Shield transporta um submersível teleguiado que pode descer a 4.500 metros de profundidade.

O HMS Tireless, submarino nuclear britânico da classe Trafalgar, deve chegar amanhã para a zona de busca.

Os aviões comerciais da atualidade são equipados com duas caixas-pretas, que na realidade têm uma cor vermelho alaranjado: uma que registra os dados do voo, como velocidade, altitude, direção e outras informações relevantes, e uma segunda que preserva os últimos 30 minutos de conversa na cabine ou as duas últimas horas se o sistema é digital.


Estes dispositivos emitem um sinal para ser localizados enviados por uma bateria que se esgota aos 30 dias, embora alguns analistas especialistas dizem que em determinados casos ela pode durar até 15 dias a mais.

Na próxima segunda-feira, serão completados 30 dias desde que o avião de Malaysia Airlines desapareceu com 239 pessoas a bordo durante um voo entre Kuala Lumpur e Pequim.

Outro problema que a operação enfrenta é o fato do aparato localizador da caixa-preta ter um raio de ação reduzido, de 1,6 quilômetros.

Apesar dos desafios, Houston se mostrou confiante em poder reduzir a zona de busca e "finalmente se encontrar o objetivo".

O navio Echo detectou ontem um sinal que depois foi descartada como possível pista, pois às vezes os sinais são confundidos com sons de baleias ou embarcações.

Além do reconhecimento submarino, a busca visual pelos destroços continua.

Um total de quatorze aviões, dez militares e quatro civis, e nove navios participam das operações de hoje em uma zona de 217 mil quilômetros quadrados situada a cerca de 1.700 quilômetros ao noroeste de Perth.

O boletim meteorológico tinha previsto condições favoráveis e uma visibilidade ao redor de dez quilômetros nesta sexta-feira.

O voo MH370 decolou de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo rumo a Pequim na madrugada de 8 de março e desapareceu dos radares civis da Malásia 40 minutos depois.

A Polícia descartou nesta semana que os 227 passageiros fossem responsáveis por um sequestro ou uma sabotagem, ou que sofressem de problemas psicológicos ou pessoais.

A investigação policial sobre a tripulação ainda continua.

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