Mundo

Nasa aborta lançamento de nave da Boeing 3 minutos antes da partida

Agência americana iria enviar astronautas para a Estação Espacial Internacional


Os astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, que iriam voar na Starliner (Miguel J. Rodriguez Carrillo /AFP)

Os astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, que iriam voar na Starliner (Miguel J. Rodriguez Carrillo /AFP)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 1 de junho de 2024 às 14h55.

A Nasa suspendeu o lançamento de uma novo veículo especial, chamado Starliner, três minutos e cinquenta segundos antes da partida prevista.

A Starliner foi criada pela Boeing e seria usada para levar astronautas rumo à ISS (estação espacial internacional). Este seria o primeiro voo da aeronave, que já sofreu outros atrasos e adiamentos de lançamentos.

A aeronave seria levada no topo do foguete Atlas V. A partida estava prevista para as 12h25 em Cabo Canaveral, Flórida (13h25 em Brasília). Cerca de quatro minutos antes, um sistema de monitoramento detectou uma falha e recomendou a suspensão da decolagem. Um controlador de voo pediu "segurem, segurem, segurem" e outros funcionários checaram que o foguete estava em condições seguras, para que os astronautas fossem retirados.

A causa do adiamento não foi relevada. Se o problema puder ser consertado facilmente, a nova tentativa de lançamento será no domingo, 2, às 12h03.

A Nasa parou de operar naves próprias em 2011. Nos nove anos seguintes, apenas os foguetes russos Soyuz levavam e traziam tripulantes da estação espacial internacional. Em 2020, a Nasa passou a usar naves da SpaceX, de Elon Musk, e busca mais fornecedores, e a Boeing busca ser um deles.

No entanto, o projeto está bastante atrasado, e a demora já custou à Boeing mais de US$ 1,4 bilhão em despesas extras. Neste ano, a empresa vive uma série de problemas, como a queda de um painel durante um voo com um avião 737 Max, que deixou a cabine aberta. Não houve feridos, mas a empresa sofreu muitos questionamentos sobre seus cuidados com a segurança após isso.

Acompanhe tudo sobre:NasaBoeing

Mais de Mundo

Coreia do Sul retoma propaganda com alto-falantes após receber mais balões com lixo do Norte

Direita tem resultado histórico na Europa, mas partidos de centro devem manter maioria no parlamento

Ministro da Guerra de Israel renuncia por falta de plano para fim do conflito em Gaza

Ultradireita avança na Bélgica, mas sem destronar conservadores nas eleições nacionais e regionais

Mais na Exame