Acompanhe:

Magnatas da América Latina analisam desemprego

Liderados pelo mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do planeta, empresários se preocupam com a queda dos postos de trabalho

Modo escuro

Continua após a publicidade
Carlos Slim, Carlos Slim Jr., Felipe Calderón e a primeira-dama Margarita Zavala discutem desemprego (.)

Carlos Slim, Carlos Slim Jr., Felipe Calderón e a primeira-dama Margarita Zavala discutem desemprego (.)

D
Da Redação

Publicado em 13 de maio de 2010 às, 21h43.

Cidade do México - Os donos das maiores fortunas da América Latina, liderados pelo mexicano Carlos Slim - o homem mais rico do planeta -, analisavam nesta quinta-feira, na Cidade do México, uma estratégia para ajudar a reduzir a pobreza regional e a perda de empregos.

A reunião "Empresários da América, VIII Encontro de Pais e Filhos", congrega os líderes das famílias mais ricas da região e seus descendentes, em uma tradição inaugurada em 2003, quando assumiram o desafio de ajudar os governos a reduzir a pobreza na América Latina.

No momento, a maior preocupação para os empresários é a queda dos postos de trabalho na região, onde segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o número de desempregados em 2009 atingiu o recorde de 18 milhões.

"A redução do emprego é uma preocupação, pois contrasta com o esforço para reduzir a pobreza e afeta o consumo, ameaçando o potencial do mercado" na América Latina, disse à AFP um dos responsáveis pelo evento.

A reunião foi aberta pelo presidente mexicano, Felipe Calderón, que advertiu para a existência de "tentações autoritárias" no continente, com grupos que pressionam pela volta das economias fechadas.

O presidente mexicano assinalou que boa parte da região conseguiu atacar a pobreza ao optar "pelo futuro, pela democracia, pela economia livre", mas afirmou que outras nações têm "economias e sociedades que, definitivamente, tomaram a direção contrária".

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-chefe de governo espanhol Felipe González participam do encontro, que prosseguirá nesta sexta-feira.

FHC insistiu na necessidade de se investir fortemente no desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura na América Latina, uma fórmula que gera empregos e melhora a competitividade dos países da região.

Segundo a OIT, os efeitos da crise econômica mundial levaram 2,2 milhões de pessoas ao desemprego em 2009 na América Latina e no Caribe, onde as taxas de desemprego subiram a 7,5% e a 8,4%.

Com isto, foi rompido o ciclo positivo de cinco anos que havia permitido reduzir o desemprego de 11,4%, em 2002, para 7,5%, em 2008.

Calderón estimou que comparada a outras crises, o abalo recente foi bem mais moderado.

"Em 1995, durante a 'crise Tequila', o México perdeu um de cada 10 empregos formais. Em 2009, apesar da crise global, perdemos dois a cada 100 empregos", lembrou.

Últimas Notícias

Ver mais
Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
seloNegócios

Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo

Há 6 dias

Quem é a brasileira considerada a mais jovem bilionária do mundo? Veja o top 10 global
Um conteúdo Bússola

Quem é a brasileira considerada a mais jovem bilionária do mundo? Veja o top 10 global

Há uma semana

O bilionário do molho de soja: o chinês que comanda um negócio de US$ 3,8 bi criado no século 17
seloNegócios

O bilionário do molho de soja: o chinês que comanda um negócio de US$ 3,8 bi criado no século 17

Há uma semana

Quem são 10 homens mais ricos do mundo e do Brasil em 2024? Lista atualizada
seloGuia de Investimentos

Quem são 10 homens mais ricos do mundo e do Brasil em 2024? Lista atualizada

Há uma semana

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais