Lula defende aumento do Brics, com entrada de países como Arábia Saudita e Argentina

Presidente brasileiro diz que expansão do grupo irá aumentar também a sua influência do ponto de vista mundial

BRICS: Bloco econômico é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Arthur Menescal/Getty Images)
BRICS: Bloco econômico é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Arthur Menescal/Getty Images)
Agência o Globo
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Publicado em 2 de agosto de 2023 às 14h07.

Última atualização em 2 de agosto de 2023 às 14h11.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira, 2, que o Brics aceite a inclusão de novos países, como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Argentina.

Ele disse que a decisão não cabe ao Brasil, exclusivamente, mas que o aumento do número de países é importante para aumentar a influência do grupo do ponto de vista mundial. Lula comentou sobre o encontro do grupo que acontecerá entre 22 e 24 este mês, na África do Sul.

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- Possivelmente nessa reunião a gente já possa decidir por consenso quais os países novos que poderão entrar para os Brics. E eu acho extremamente importante a gente permitir que outros países que cumpram as exigências possam entrar para os Brics. Do ponto de vista mundial, eu acho que os Brics podem ter um papel, eu diria, excepcional - afirmou Lula.

Sobre a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin, no encontro, Lula disse que a decisão caberá ao presidente da África do Sul, que irá sediar a cúpula, mas espera que Putin participe, nem que seja por videoconferência.

- Estou com muita expectativa para a reunião dos BRICS. Primeiro, porque faz muito tempo que eu não participo. Segundo porque me parece que já foi anunciado que a Rússia não vai participar. Não sei o que está preparado para que a Rússia possa participar, se vai ter videoconferência, se não vai ter, talvez possa ter uma videoconferência - disse.

Lula também disse que o G7, que reúne os países mais ricos do mundo, nem deveria existir e está superado, depois da criação do G20.

- Espero que um dia as pessoas percebam que o jeito de discutir política no G7 está superado. É preciso abrir. Na verdade, o G7 nem devera existir depois da criação do G20. As mesmas pessoas participam do G7 e do G20, então não sei para que a continuidade. Mas as pessoas criaram um clube, querem participar e não sou eu que vou impedir.

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