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Juncker anuncia apresentação de novo plano antiterrorista

Proposta é divulgada um dia depois do atentado contra a publicação satírica francesa "Charlie Hebdo" no qual morreram 12 pessoas


	Jean-Claude Juncker: "o ocorrido em Paris nos interpela a apresentar um novo programa antiterrorista nas próximas semanas, depois que o anterior expirou no final de 2014"
 (Vincent Kessler/Reuters)

Jean-Claude Juncker: "o ocorrido em Paris nos interpela a apresentar um novo programa antiterrorista nas próximas semanas, depois que o anterior expirou no final de 2014" (Vincent Kessler/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 8 de janeiro de 2015 às 11h38.

Riga - O presidente da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia), Jean-Claude Juncker, antecipou nesta quinta-feira que o Executivo comunitário apresentará nas próximas semanas um novo plano antiterrorista, um dia depois do atentado contra a publicação satírica francesa "Charlie Hebdo" no qual morreram 12 pessoas.

"Sei por experiência que não se deve reagir no dia seguinte de uma tragédia porque se comete o erro de ir longe demais ou ficar muito aquém, mas o ocorrido em Paris nos interpela a apresentar um novo programa antiterrorista nas próximas semanas, depois que o anterior expirou no final de 2014", anunciou Juncker em uma entrevista coletiva na Letônia.

"Faremos uma nova proposta e, antes disso, avaliaremos as novas tendências e atividades criminosas", detalhou o presidente da CE em entrevista coletiva conjunta em Riga com a primeira-ministra da Letônia, Laimdota Straujuma, cujo país assume neste semestre a presidência rotativa da União Europeia (UE).

Sobre essa avaliação, Juncker se referiu especificamente à "qualidade da coordenação entre países europeus".

Embora tenha lembrado que a segurança e o terrorismo são assuntos de competência nacional, Juncker disse que "é óbvio que os Estados-membros devem se coordenar para poder lutar melhor contra o terrorismo, sobretudo no plano preventivo e proativo".

Ela também se referiu à necessidade da realização de um estudo para saber se é preciso "melhorar o sistema Schengen" de controle de fronteiras exteriores da União Europeia e de livre circulação interior.

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