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Índia compete com China pelo título de maior potência industrial

Atentas aos problemas demográficos chineses, multinacionais voltam suas atenções aos indianos

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

Por décadas, a Índia seguiu uma rota para o desenvolvimento econômico muito diferente daquela de países como Japão, Coréia do Sul ou China. Enquanto seus rivais asiáticos faziam suas apostas em manufatura e exportação, a Índia se concentrava em uma economia doméstica e crescia mais lentamente, com ênfase em serviços.

Mas, segundo o jornal americano The New York Times, isso está começando a mudar. O crescimento anual da Índia na produção manufatureira está em 9%  e acelerando. Muito próximo de alcançar o crescimento dos serviços, que é de 10% ao ano. As exportações indianas de bens manufaturados para os Estados Unidos está expandindo mais rapidamente, em termos percentuais, que as realizadas pela China - apesar da base de cálculo ser menor. Mais de dois terços dos investimentos estrangeiros na Índia em 2005 foram destinados à manufatura.

Um dos principais motivos para a Índia estar se transformando na próxima grande potência industrial do mundo é que várias empresas multinacionais já estão se precavendo contra uma séria pressão demográfica na China. Devido à política chinesa do filho único, o tamanho das famílias vem diminuindo desde os anos 80, de forma que, em breve, poucos jovens estarão disponíveis para o trabalho nas fábricas.

A Índia não deverá ultrapassar a população chinesa até 2030. Mas o país já terá mais trabalhadores com idades entre 20 e 24 anos em 2013. A Organização Internacional do Trabalho prevê que, até 2020, a Índia terá 116 milhões de trabalhadores nesta faixa etária, enquanto na China eles não passarão de 94 milhões. Com domínio da língua inglesa e fortes conhecimentos de engenharia, os indianos também irão  tornar-se  fortes competidores em vários setores.

Por isso, apesar de a  Índia não ser o melhor local para a realização de negócios, várias multinacionais estão apostando no país. A General Motors e a Motorola, por exemplo, estão se preparando para construir fábricas no oeste e no sul da Índia. A sul-coreana Posco e a Mittal Steel, do indiano Lakshmi Mittal, já anunciaram planos para erguer grandes siderúrgicas no leste do país, onde a indiana Reliance em breve construirá uma das maiores usinas de força a carvão do mundo.

À medida que a Índia desregulamentar sua economia, a produção acelera. A atual taxa de crescimento de 8% ao ano alimenta a esperança de algum dia o país superar a expansão anual da China, de mais de 10%.

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