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Cirurgias adiadas. Consultas canceladas. Pacientes recusados em salas de emergência. Esse é o retrato atual do sistema de saúde da Coreia do Sul. Por mais de uma semana, procedimentos em alguns dos maiores hospitais do país foram interrompidos porque milhares de médicos estagiários e residentes abandonaram seus empregos.

A crise começou no início do mês, quando o governo propôs a admissão de mais estudantes nas faculdades de medicina para resolver a escassez de médicos na Coreia do Sul. O governo afirma que a necessidade de mais médicos na Coreia do Sul é grave, especialmente devido ao rápido envelhecimento da população. O país tem cerca de 2,6 médicos para cada 1.000 pessoas, em comparação com uma média de 3,7 nos países pertencentes à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O Ministério da Saúde propôs aumentar as vagas de medicina para 5 mil por ano a partir de 2025. Hoje esse número é de 3 mil. Seria o primeiro aumento desde 2006. Para o governo, iria significar um acréscimo de 10 mil médicos na década. O Executivo também se comprometer a gastar mais de US$ 2,2 bilhões em 10 anos.

Segundo o New York Times, os estagiários e residentes contra-atacaram dizendo que a escassez não era de todo o setor, mas sim de especialidades específicas, como atendimento de emergência. Eles disseram que o plano do governo não resolveria esse problema, acrescentando que eram vítimas de um sistema repleto de condições de trabalho difíceis e salários baixos.

Os médicos saíram às ruas para protestar contra o plano, ameaçando fazer greve ou deixar seus empregos. De modo geral, os médicos mais velhos apoiaram as reivindicações de seus colegas mais jovens.

Os problemas se agravaram quando médicos estagiários começaram a apresentar suas demissões em 19 de fevereiro. Até a quarta-feira, quase 10.000, ou cerca de 10% de todos os médicos do país, haviam feito isso, de acordo com dados do governo. A maioria desses pedidos de demissão não foi aceita pelos hospitais.

O governo afirmou que, se os médicos retornarem aos seus postos de trabalho até quinta-feira, eles não sofrerão nenhuma repercussão legal. Caso contrário, correm o risco de perder suas licenças e enfrentar multas de até 30 milhões de won (US$ 22.000). O Ministério da Saúde apresentou nesta semana queixas policiais contra alguns médicos, acusando-os de violar a legislação médica.

Até a manhã de quinta-feira, cerca de 300 médicos haviam retornado ao trabalho, de acordo com o ministério.

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