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Conservadores britânicos iniciam votações para definir o primeiro-ministro

Johnson anunciou sua renúncia na quinta-feira passada após um motim em seu gabinete com uma onda de renúncias, incluindo a saída do ministro das Finanças Rishi Sunak

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Boris Johnson: ministro deixa o cargo em setembro. (Toby Melville/Getty Images)

Boris Johnson: ministro deixa o cargo em setembro. (Toby Melville/Getty Images)

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AFP

Publicado em 13 de julho de 2022 às, 09h43.

O Partido Conservador que governa o Reino Unido realiza nesta quarta-feira (13) a primeira rodada de votações para reduzir a lista de candidatos à sucessão de Boris Johnson como novo primeiro-ministro, em meio a um ambiente onde cresce a animosidade entre os candidatos. 

Enquanto isso, Johnson participará de uma das últimas sessões de perguntas como primeiro-ministro no Parlamento antes que seu sucessor seja anunciado em 5 de setembro, depois de uma manobra controversa para bloquear uma tentativa da oposição de forçá-lo a sair do poder antes dessa data.

O Partido Trabalhista, de oposição, queria forçar a Câmara a votar uma moção de censura contra Johnson, argumentando que o país não pode se dar ao luxo de passar semanas voltado para a disputa conservadora, em um cenário de perda de poder aquisitivo e desafios como a guerra da Ucrânia.

O governo se recusou a conceder o tempo necessário para debater a iniciativa no Parlamento, o que os trabalhistas denunciaram como um "grave abuso de poder".

Johnson anunciou sua renúncia na quinta-feira passada após um motim em seu gabinete com uma onda de renúncias, incluindo a saída do ministro das Finanças Rishi Sunak. O primeiro-ministro estava encurralado por uma série de escândalos, que mancharam a imagem do Partido Conservador nas pesquisas.

Toda a saga foi o fim da espetacular carreira política de Johnson, que terminou com uma queda em desgraça depois que chegou ao poder com uma vitória eleitoral esmagadora em dezembro de 2019 e concretizou a saída da União Europeia um mês depois, antes do começo da pandemia de covid-19.

Os representantes conservadores votarão entre os oito candidatos que permanecem na disputa e os resultados são esperados por volta das 13h00 (horário de Brasília).

De acordo com as regras, os candidatos que receberem menos de 30 votos serão eliminados. Nas próximas semanas, a votação continuará para que no final restem apenas dois candidatos na disputa.

Em seguida, os militantes da base do partido serão convocados para votar.

Campanha acirrada

Embora Johnson tenha afirmado que não vai intervir, seus quadros mais leais atacaram Sunak, reforçando a candidatura da secretária das Relações Exteriores de extrema-direita Liz Truss.

Os apoiadores de Sunak negaram ter orquestrado um plano para impulsionar candidatos com menos opções, com o objetivo de prejudicar candidatos com mais potencial, como Truss, antes da votação das bases.

Como esperado, Sunak ficou em primeiro lugar no número de indicações para ser candidato, à frente da ex-ministra da Defesa Penny Mordaunt, de Truss e do legislador Tom Tugendhat, que preside o Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

Os outros candidatos são a jovem parlamentar Kemi Badenoch, o novo ministro das Finanças Nadhim Zahawi, o ex-ministro da Saúde Jeremy Hunt e a conselheira jurídica do governo Suella Braverman.

Em seu primeiro discurso de campanha nesta quarta-feira, Mordaunt utilizou a retórica patriótica em um vídeo de propaganda, que foi retirado do ar porque apareciam pessoas que não deram a autorização.

Esta reservista da Marinha de 49 anos afirmou que se inspirou para dedicar sua vida ao serviço público quando, aos nove anos, viu um grupo de combatentes saindo de sua cidade natal, Portsmouth, para lutar na Guerra das Malvinas contra a Argentina.

"Acredito que nós, conservadores, perdemos a noção de quem somos", disse.

Braverman, que tem chances reduzidas e se destaca pelo discurso contrário ao politicamente correto e e às novas formas de expressão que consideram as sensibilidades sociais, também iniciou a campanha.

Ela negou que o tom hostil da campanha prejudicará os conservadores a curto prazo.

"Vamos unir ao redor quem vencer", disse.

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