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Como o espírito empreendedor chinês fez o país crescer nas últimas décadas

Nos últimos 20 anos, a China passou por uma transformação econômica e social sem precedentes. De uma nação pobre e rural, tornou-se a segunda maior economia do mundo

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China: A cultura chinesa valoriza o empreendedorismo como uma forma de ver a vida, os estudos, a carreira e as relações (Zhang Peng/LightRocket/Getty Images)

China: A cultura chinesa valoriza o empreendedorismo como uma forma de ver a vida, os estudos, a carreira e as relações (Zhang Peng/LightRocket/Getty Images)

Paixão, motivação, adaptabilidade, liderança e ambição são cinco elementos fundamentais do empreendedorismo. Quando se fala no espírito empreendedor chinês são essas habilidades e atitudes que permitiram a China crescer e se desenvolver nas últimas décadas. Essa transformação pode ser refletida na abertura ao comércio exterior, no empreendedorismo, na cultura da inovação e na ambição global.

A cultura chinesa valoriza o empreendedorismo como uma forma de ver a vida, os estudos, a carreira e as relações. Para os chineses, empreender é muito mais do que começar um negócio próprio. É ter a capacidade de identificar e aproveitar oportunidades, de inovar e de criar valor para a sociedade.

Nos últimos 20 anos, a China passou por uma transformação econômica e social sem precedentes. De uma nação pobre e rural, tornou-se a segunda maior economia do mundo, com um PIB de US$15 trilhões em 2020, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês).

A abertura ao comércio exterior

Um dos principais motores do desenvolvimento chinês foi a abertura ao comércio exterior, iniciada em 1978 pelo líder Deng Xiaoping, que rompeu com o isolamento imposto pelo regime comunista de Mao Tse-Tung e implementou uma série de reformas econômicas, centradas na agricultura, no setor privado, na indústria e na tecnologia.

A entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 foi um marco nesse processo, pois permitiu ao país integrar-se ao mercado globalizado, reduzindo tarifas e barreiras comerciais. A China tornou-se então um dos maiores exportadores e importadores do mundo, aproveitando sua vantagem competitiva em mão de obra barata e abundante, além de investir em infraestrutura e inovação.

Empreendedorismo

Outro fator que contribuiu para o crescimento chinês foi o empreendedorismo, ou seja, a capacidade do Estado chinês de criar empresas públicas que se envolvem com parceiros multinacionais para desenvolver novos projetos e produtos com base tecnológica, gerando ganhos para a qualificação da mão de obra do país e o conhecimento científico.

Esse modelo permitiu à China avançar em setores estratégicos como energia, telecomunicações, transporte, defesa e espaço.  exemplo é o programa espacial chinês, que enviou sondas à Lua e a Marte, além de astronautas à órbita terrestre.

Cultura da inovação

Um terceiro elemento que explica o sucesso chinês é a cultura da inovação, que se manifesta tanto nas empresas quanto nos indivíduos. A China tem investido massivamente em educação, ciência e tecnologia, buscando formar talentos e gerar conhecimento. O país é o que mais publica artigos científicos no mundo e o segundo que mais registra patentes.

Além disso, a China tem estimulado o surgimento de um ecossistema vibrante de startups e empreendedores, que oferecem soluções criativas para os problemas da sociedade. Empresas como Alibaba, Tencent, Baidu e ByteDance são companhias que revolucionaram os setores de comércio eletrônico, redes sociais, busca online e entretenimento digital. Outro é a empresa Huawei, que se tornou líder mundial em equipamentos de telecomunicações e smartphones, competindo com gigantes como Apple e Samsung.

A ambição Global

Um quarto aspecto que caracteriza o espírito empreendedor chinês é a ambição global, ou seja, a vontade de expandir sua influência e seu poder no cenário internacional. A China tem adotado uma postura mais assertiva e proativa nas relações diplomáticas, econômicas e militares com outros países, especialmente com os Estados Unidos, seu principal concorrente.

A China tem participado de organizações multilaterais como a ONU, a OMC, o G20 e o BRICS, defendendo seus interesses e valores. A China também tem promovido iniciativas como o Cinturão e Rota da Seda, um megaprojeto de infraestrutura que visa conectar a Ásia, a Europa e a África, aumentando o comércio e a cooperação entre essas regiões. O país ainda tem ampliado sua presença em áreas como a África, a América Latina e o Oriente Médio, oferecendo investimentos, créditos e vacinas.

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