Mundo

China inicia construção de seu centro logístico militar

A base da China, que o país prefere definir como "centro" ou "instalações", se somará às de vários países ocidentais, entre eles EUA


	China: Pequim confirmou no final de novembro que estava negociando para abrir um "centro logístico" militar em Djibuti
 (Toby Melville / Reuters)

China: Pequim confirmou no final de novembro que estava negociando para abrir um "centro logístico" militar em Djibuti (Toby Melville / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2016 às 10h46.

Pequim - A China iniciou a construção de seu centro logístico militar em Djibuti, o primeiro desse tipo que a potência asiática terá fora de suas fronteiras, confirmou nesta quinta-feira Wu Qian, porta-voz do Ministério Nacional de Defesa.

Em um entrevista coletiva em Pequim, Wu explicou que as instalações servirão de apoio às tropas chinesas que participam de missões antipirataria no golfo de Áden e também as que participam de operações de paz e resgates humanitários.

A China participa desde o final de 2008 de missões antipirataria na zona, para onde enviou mais de 60 navios em 21 missões das Nações Unidas ao Golfo de Áden e à costa da Somália.

Pequim confirmou no final de novembro que estava negociando para abrir um "centro logístico" militar em Djibuti, meses depois que o presidente desse país, Ismail Omar Guelleh, antecipou em maio que as conversas estavam em curso, sugerindo que se tratava de uma base militar.

Além de ponto de provisionamento e abastecimento de combustível, as instalações se transformariam em epicentro para a organização dos soldados que a China tem desdobrados em diferentes lugares da África, como Mali e Sudão do Sul, países aos quais a China enviou tropas para participar de missões da ONU.

A base da China, que o país prefere definir como "centro" ou "instalações", se somará às de vários países ocidentais, entre eles EUA, em Djibuti, um ponto estratégico ao se situar entre o golfo de Áden e o Mar Vermelho, em um dos principais circuitos comerciais e de abastecimento energético do mundo.

Sua construção é uma nova amostra da presença cada vez mais firme da China no continente africano, com a qual quer aumentar a cooperação antiterrorista, e uma prova da virada de Pequim rumo a um maior intervencionismo militar após décadas de prudência.

Acompanhe tudo sobre:ArmasÁsiaChinaGuerras

Mais de Mundo

Marina Silva cobra transparência em eleição da Venezuela: 'não é uma democracia'

Número de ultrarricos no mundo cresceu 8% em 2023; patrimônio é superior a US$ 30 milhões

Maduro diz à ONU que protestos são tentativa de golpe de Estado e culpa Gonzáles por mortes de civis

Aliados de Maduro pedem a prisão de Corina Machado e Edmundo e dizem que 10 opositores serão presos

Mais na Exame