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A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que o presidente dos EUA, Joe Biden, fará uma rara visita à fronteira dos Estados Unidos com o México, mais especificamente em Brownsville, cidade no Texas, na quinta-feira. A ida do democrata coincide com a do republicano Donald Trump, que desembarcará no mesmo dia em Eagle Pass — a cerca de 521 quilômetros de distância do seu potencial rival nas urnas em novembro.

Durante a viagem, Biden planeja se reunir com a Patrulha de Fronteira, policiais e autoridades locais. Ainda não está claro a que horas do dia ele viajará, ou se fará comentários públicos. Segundo um funcionário à Bloomberg, é esperado que Biden pressione os parlamentares pela aprovação do acordo bipartidário derrubado pelo Senado no início de fevereiro que, entre outras questões, abordava políticas migratórias mais duras. O presidente tem considerado ações executivas que essencialmente impediriam aqueles que cruzam a fronteira de pedir asilo, mas não é esperado nenhum anúncio sobre qualquer nova medida durante sua visita.

A viagem de Trump, por sua vez, foi informada na semana passada rede de notícias CNN. Eagle Pass tem sido o epicentro do recente aumento das travessias. Como estratégia, o candidato favorito do Partido Republicano nas primárias planeja fazer comentários na fronteira para destacar a crise de imigração e jogar a culpa sobre Biden, segundo uma pessoa próxima ao republicano, que não estava autorizada a discutir os planos publicamente, ao The New York Times.

Espera-se que Trump destaque os crimes cometidos por imigrantes em Nova York e em outras cidades, bem como a prisão de um imigrante venezuelano sem documentos no recente assassinato de um estudante de enfermagem de 22 anos na Geórgia, acrescentou a fonte.

De olho em novembro

A visita a Brownsville, que historicamente tem sentido os efeitos do aumento das travessias ilegais, ocorre no momento em que a Casa Branca tenta mudar a estratégia política de Biden na fronteira. Durante grande parte de seu mandato, o presidente e seus assessores evitaram falar publicamente sobre a questão migratória, apesar de seus assessores seniores terem sido alertados desde o início de que a crise poderia corroer seu apoio junto aos eleitores.

Sob o governo do democrata, um número recorde de migrantes cruzou a fronteira sul, fato que Trump e os republicanos tem usado agressivamente contra Biden. A maioria dos americanos desaprova o desempenho do atual presidente, e as pesquisas mostram que os eleitores que o reprovam citam a imigração como principal motivo, mais do que qualquer outra questão política.

Seus assessores passaram meses debatendo se deveriam implementar medidas mais rígidas na fronteira para enfrentar o aumento da migração, já que os republicanos acusaram Biden de ser fraco na segurança da fronteira. Mas, depois de atacarem Biden durante meses por isso, os republicanos derrubaram um projeto de lei de imigração bipartidário que teria promulgado severas restrições de asilo — em parte porque Trump não queria que Biden obtivesse uma vitória política.

Os assessores sênior de Biden acreditam que a oposição permitiu que a Casa Branca partisse para o ataque, acusando os republicanos de fazerem política na fronteira em vez de realmente conseguir aliviar a crise. Mas, enquanto Biden tenta aproveitar a recusa dos republicanos em apoiar mudanças legislativas na política da fronteira, na visão de um assessor de campanha de Trump à Bloomberg, a visita do democrata à região só mostra como a questão da imigração se tornou um problema em seu governo.

"A fronteira está um caos", disse Biden a doadores na semana passada em Los Altos Hills, Califórnia. "Eles não têm a equipe necessária".

As visitas ocorrem pouco antes das primárias da Super Terça-feira, em 5 de março, quando mais de uma dúzia de estados realizam disputas de nomeação republicana. Trump tem prometido adotar políticas de fronteira de linha dura à medida que aumenta a pressão sobre Biden, afirmando que realizará a maior deportação de imigrantes sem documentos da história do país e concluirá um muro ao longo de toda a fronteira.

Problema na fronteira

A medida executiva que Biden está analisando fecharia a fronteira para novas chegadas se mais de uma média de 5 mil migrantes por dia tentassem atravessar ilegalmente no decorrer de uma semana, ou mais de 8,5 mil tentassem atravessar em um determinado dia. É provável que ela seja bloqueada pelos tribunais, mas até mesmo a implementação de tal ordem permitiria que a Casa Branca desviasse as acusações de que está evitando a crise e continuaria a pressionar os republicanos a chegarem a um compromisso legislativo.

No entanto, a situação é incerta. Em uma reunião da Casa Branca com os governadores na sexta-feira passada, durante a conferência da Associação Nacional de Governadores, Biden disse aos dirigentes que os advogados lhe disseram que ele não poderia usar os mesmos meios que Trump, de acordo com duas pessoas familiarizadas com os comentários. Não ficou claro especificamente a qual autoridade ele estava se referindo. (Com NYT e AFP)

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