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Uma mulher forte aspira a governar os Estados Unidos: Nikki Haley, única adversária de Donald Trump, tem altos níveis de popularidade entre muitas republicanas que votarão nas primárias do partido neste sábado, 24, na Carolina do Sul.

Mas Trump, o grande favorito, que já venceu com folga as eleições em Iowa e New Hampshire, segue sendo a primeira opção para outras eleitoras republicanas, apesar de enfrentar quatro acusações criminais e insistir em seus comentários impróprios e até escandalosos.

Haley é muito conhecida na capital da Carolina do Sul, Columbia. Foi governadora do estado e espera que nas primárias de sábado as pesquisas, que a colocam 30 pontos abaixo de Trump, se revelem erradas.

“Grande presidente”

Connie Gilliam, de 54 anos e que votou antecipadamente em Haley, elogia a rival de Trump. “Foi uma governadora maravilhosa. Fez grandes coisas pela Carolina do Sul. E por isso sentimos que seria uma grande presidente”, afirmou essa professora aposentada.

Haley é uma lutadora, acrescentou, e saudou sua coragem ao decidir retirar do prédio do Legislativo a bandeira confederada, um símbolo do passado escravista do estado.

Em comparação com Trump, Haley é uma “pessoa mais gentil” e “será melhor na hora de unir o país”, concluiu Gilliam.

Chega de Trump

Elaine Billie, de 72 anos, disse que o fato de Haley ser mulher é o motivo principal para apoiá-la. Mas também gosta de sua idade: 52 anos, em comparação com os 77 de Trump.

Além disso, um anúncio da campanha de Haley que lembrava o “caos” do período de Trump na Casa Branca a tocou profundamente.

“Votei nele na última vez, em 2020. Mas tem caos demais acontecendo”, e isso ficou evidente nas acusações contra o ex-presidente, duas delas por tentar anular os resultados eleitorais, indicou.
Mallory Macon, uma enfermeira de 28 anos, acredita, que Haley “está tentando adotar uma abordagem um pouco menos de extrema direita que Trump”.

O magnata tem um estilo potencialmente ditatorial, afirmou, expressando seu temor de que com ele no poder os Estados Unidos não possam realizar eleições livres e comecem a se parecer com a Rússia.

Foi “completamente inadequada” a comparação que Trump fez de si mesmo com o falecido líder opositor russo Alexei Navalny, se dizendo vítima de perseguição política, acrescentou Macon.

Trump “melhor qualificado”

Sandie Ellis, de 66 anos, disse que votou em Trump na última vez apesar de seus excessos.

Apontou que Haley é uma mulher jovem, qualificada e brilhante, e até considerou votar nela, mas acabou preferindo Trump depois de suas vitórias fáceis em Iowa e New Hampshire.

“Creio que é a pessoa melhor qualificada”, declarou. “É é bocudo, mas certamente fiquei satisfeita com seu senso para os negócios.”

Ellis afirmou que distinguia entre o Trump pessoa, que insulta seus rivais e comenta sobre a aparência das mulheres, e o Trump líder.

“Deixa a Melania lidar com isso”, disse, rindo, referindo-se à ex-primeira dama Melania Trump.

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