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Ataques em Aleppo recomeçam pelo oitavo dia consecutivo

Na última semana, uma onda de violência atingiu a cidade, apesar de estar em vigor no país um cessar-fogo iniciado em fevereiro


	Aleppo: na última semana, uma onda de violência atingiu a cidade, apesar de estar em vigor no país um cessar-fogo iniciado em fevereiro
 (Abdalrhman Ismail / Reuters)

Aleppo: na última semana, uma onda de violência atingiu a cidade, apesar de estar em vigor no país um cessar-fogo iniciado em fevereiro (Abdalrhman Ismail / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 29 de abril de 2016 às 08h23.

Beirute - Aviões de guerra, de origem desconhecida, bombardearam nesta sexta-feira, pelo oitavo dia seguido, vários bairros de Aleppo, a maior cidade do norte da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os aparelhos atacaram Al Qataryi, Al Mashhad, Al Sukari, Bustan al Qasr e Al Sajur. Neste último local, pelo menos um menor morreu e cinco pessoas ficaram feridas.

Na última madrugada, foram registrados ataques aéreos contra Bustan al Qasr, Al Kasala e Al Yalum, onde foram contabilizados apenas danos materiais; enquanto facções islâmicas dispararam foguetes contra as áreas de Al Azamiya e Al Hamdaniya, sob controle governamental.

Na última semana, uma onda de violência atingiu a cidade, apesar de estar em vigor no país um cessar-fogo iniciado em fevereiro e aceito pelo governo e pela Comissão Suprema para as Negociações (CSN), principal aliança opositora.

Neste período, pelo menos 202 civis morreram, sendo 34 menores de idade, em bombardeios e no fogo cruzado de artilharia, de acordo os dados divulgados hoje pelo Observatório.

Ontem, 27 pessoas morreram em Aleppo, incluindo o último pediatra que ainda trabalhava na região, em um bombardeio de aviões de guerra contra o Hospital Al Quds, que pertencia á organização Médicos Sem Fronteiras.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que tudo indica a que as forças do regime de Bashar al Assad realizaram o bombardeio e pediu à Rússia para que assuma sua "urgente responsabilidade" de pressionar seu aliado a deixar de violar a trégua.

No entanto, uma fonte militar síria negou ontem em comunicado qualquer envolvimento do Exército no ataque ao Hospital Al Quds. 

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