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Ataque aéreo de coalizão mata 12 civis, incluindo 7 crianças, no Iêmen

Fontes afirmam que viram destroços e que o ataque destruiu uma casa do distrito de Al-Hali, onde civis deslocados de outras províncias se assentaram

Iêmen: ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta no Iêmen matou 12 civis, incluindo sete crianças, na cidade litorânea de Hodeidah (Abduljabbar Zeyad/Reuters)

Iêmen: ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta no Iêmen matou 12 civis, incluindo sete crianças, na cidade litorânea de Hodeidah (Abduljabbar Zeyad/Reuters)

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Reuters

Publicado em 2 de abril de 2018 às 10h10.

Última atualização em 2 de abril de 2018 às 10h11.

Hodeidah, Iêmen - Um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta no Iêmen matou 12 civis, incluindo sete crianças, na cidade litorânea de Hodeidah nesta segunda-feira, disseram médicos e uma testemunha.

As fontes afirmaram que viram destroços e que o ataque aéreo destruiu uma casa do distrito de Al-Hali, onde civis deslocados de outras províncias se assentaram.

Segundo as fontes, as 12 vítimas eram todas da mesma família.

O porta-voz da coalizão disse à Reuters: "Levamos este relato muito a sério e ele será plenamente investigado, como são todos os relatos desta natureza -- usando um processo independente aprovado internacionalmente. Enquanto este se desenrola, seria inadequado comentar mais".

Hodeidah abriga o maior porto do país empobrecido, do qual parte a maior porção da ajuda humanitária que chega a milhões de civis à beira da fome. A operação do porto, controlado pelos houthis aliados ao Irã, não foi afetada pelo ataque aéreo.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos intervieram na guerra civil do Iêmen em 2015 enfrentando os houthis para restabelecer o governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi.

A aliança, que inclui outros países sunitas, já realizou milhares de operações aéreas visando combatentes houthis e muitas vezes atingiu áreas civis, mas nega tê-lo feito intencionalmente.

A guerra já matou mais de 10 mil pessoas, deslocou mais de 2 milhões e deixou a nação, que já é a mais pobre da Península Arábica, à beira da desnutrição.

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