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Após voto de confiança, Letta busca agenda de crescimento

Novo primeiro-ministro italiano deve sair em viagem pela Europa para defender medidas que priorizem mais o crescimento econômico

Primeiro-ministro Enrico Letta discursa no parlamento italiano, em Roma: primeiro destino da sua viagem será Berlim, onde ele se reunirá com a chanceler alemã, Angela Merkel (Giampiero Sposito/Reuters)
DR

Da Redação

Publicado em 30 de abril de 2013 às 11h31.

Roma - O novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, obteve nesta terça-feira o último voto de confiança necessário para a sua coalizão, e agora deve sair em viagem pela Europa para defender medidas que priorizem mais o crescimento econômico do que a austeridade fiscal.

Antes mesmo de partir, ele já começou a sofrer pressão de sócios da coalizão para renegociar o compromisso italiano de manter seu orçamento dentro das regras da União Europeia. Essse é um primeiro indício dos malabarismos que ele terá de fazer à frente de uma disparatada coalizão que reúne a direita e a esquerda.

Letta, que tomou posse no domingo, já havia recebido um voto de confiança da Câmara dos Deputados na segunda-feira, e nesta terça foi confirmado com facilidade pelos senadores.

O primeiro destino da sua viagem será Berlim, onde ele se reunirá com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, grande defensora das impopulares medidas de austeridade orçamentária na Europa.

Na quarta-feira, Letta viaja a Paris, onde deve encontrar um aliado no presidente da França, François Hollande, que defende menos medidas de austeridade e mais ações em prol do crescimento. Em seguida, ele vai a Bruxelas, onde será recebido pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Letta, de 46 anos, assume um país --terceira maior economia da zona do euro-- em grave crise. O desemprego é o maior em 20 anos, e a recessão, já uma das mais prolongadas desde a Segunda Guerra Mundial, deve perdurar pelo resto do ano.

Num sinal da intensa pressão que Letta enfrentará, o ex-premiê Silvio Berlusconi ameaçou retirar seu partido Povo da Liberdde (PDL), de centro-direita, da coalizão se o novo gabinete não abolir um impopular imposto habitacional.

Ele também defendeu que o governo renegocie os compromissos de déficit da Itália junto à UE, ecoando declarações semelhantes feitas anteriormente por dois ministros de Letta.

Mas a chanceler Emma Bonino respondeu que a Itália não pode alterar suas metas, uma opinião repetida por um porta-voz da Comissão Europeia em Bruxelas. "As metas, os objetivos continuam sendo aqueles que foram aceitos", afirmou Simon O'Connor.

Falando ao Senado antes do voto de confiança, Letta disse que vários outros países além da Itália precisam abrandar as medidas de austeridade para reagirem à crise.

"O que está acontecendo na Itália está acontecendo em toda a Europa", disse Letta. "Ou há um destino europeu comum, ou cada país irá afinal decair no seu próprio."

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Roma - O novo primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, obteve nesta terça-feira o último voto de confiança necessário para a sua coalizão, e agora deve sair em viagem pela Europa para defender medidas que priorizem mais o crescimento econômico do que a austeridade fiscal.

Antes mesmo de partir, ele já começou a sofrer pressão de sócios da coalizão para renegociar o compromisso italiano de manter seu orçamento dentro das regras da União Europeia. Essse é um primeiro indício dos malabarismos que ele terá de fazer à frente de uma disparatada coalizão que reúne a direita e a esquerda.

Letta, que tomou posse no domingo, já havia recebido um voto de confiança da Câmara dos Deputados na segunda-feira, e nesta terça foi confirmado com facilidade pelos senadores.

O primeiro destino da sua viagem será Berlim, onde ele se reunirá com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, grande defensora das impopulares medidas de austeridade orçamentária na Europa.

Na quarta-feira, Letta viaja a Paris, onde deve encontrar um aliado no presidente da França, François Hollande, que defende menos medidas de austeridade e mais ações em prol do crescimento. Em seguida, ele vai a Bruxelas, onde será recebido pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Letta, de 46 anos, assume um país --terceira maior economia da zona do euro-- em grave crise. O desemprego é o maior em 20 anos, e a recessão, já uma das mais prolongadas desde a Segunda Guerra Mundial, deve perdurar pelo resto do ano.

Num sinal da intensa pressão que Letta enfrentará, o ex-premiê Silvio Berlusconi ameaçou retirar seu partido Povo da Liberdde (PDL), de centro-direita, da coalizão se o novo gabinete não abolir um impopular imposto habitacional.

Ele também defendeu que o governo renegocie os compromissos de déficit da Itália junto à UE, ecoando declarações semelhantes feitas anteriormente por dois ministros de Letta.

Mas a chanceler Emma Bonino respondeu que a Itália não pode alterar suas metas, uma opinião repetida por um porta-voz da Comissão Europeia em Bruxelas. "As metas, os objetivos continuam sendo aqueles que foram aceitos", afirmou Simon O'Connor.

Falando ao Senado antes do voto de confiança, Letta disse que vários outros países além da Itália precisam abrandar as medidas de austeridade para reagirem à crise.

"O que está acontecendo na Itália está acontecendo em toda a Europa", disse Letta. "Ou há um destino europeu comum, ou cada país irá afinal decair no seu próprio."

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