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Após 12 anos, o que Michael Bloomberg deixa para Nova York

A cidade mudou para melhor nos doze anos de gestão do empresário bilionário; entenda quais foram as principais mudanças

O prefeito de Nova York Michael Bloomberg durante um evento do Super Bowl. (10/10/2013)
 (Andrew Burton/Getty Images/Getty Images)

O prefeito de Nova York Michael Bloomberg durante um evento do Super Bowl. (10/10/2013) (Andrew Burton/Getty Images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 28 de abril de 2014 às 08h53.

São Paulo - De bilionário dono de um império da comunicação ao título de pai dos nova-iorquinos. Assim pode ser descrita a trajetória recente de Michael Rubens Bloomberg.

Fundador da empresa de comunicações que leva seu nome e lhe rendeu uma fortuna de 31 bilhões de dólares, o que faz dele o político mais rico do mundo, Bloomberg se tornou prefeito da cidade de Nova York em 2002.

Logo de cara, o bilionário enfrentou um grande desafio. Rudolph Giuliani tinha sido um prefeito carismático e popular. A cidade ainda estava em choque com os atentados terroristas de 11 de setembro. A dívida da prefeitura era alta.

Agora, 12 anos depois, Bloomberg deixa o City Hall nova iorquino no final de 2013. A expectativa é que a cidade eleja, no próximo 5 de novembro, o candidato democrata Bill de Blasio. Com um perfil quase oposto ao do atual prefeito bilionário, Blasio aparece nas pesquisas 45 pontos na frente do republicado Joe Lhota.

Legado

Para os críticos, sua gestão foi marcada por uma administração intrometida demais na vida pessoal dos cidadãos e que criou uma série de medidas impopulares. Preocupado com a saúde de seus “filhos”, ele proibiu cigarro, refrigerante e até comidas com gorduras trans.

Uma das maiores polêmicas aconteceu em março de 2013 e envolveu a lei que proibia a venda de refrigerantes maiores que 473 mL em restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos. Um dia antes da medida entrar em vigor, um juiz a definiu como inconstitucional e a vetou. Em junho, um novo tribunal ratificou a decisão.

Por outro lado, é inegável os avanços na economia e na educação nova-iorquina, por exemplo.

Nas finanças da cidade, ele encarou, em 2002, uma prefeitura com um déficit de quatro bilhões de dólares no orçamento e teve de demitir 20% do seu pessoal. Três mandatos depois, deixou o caixa 22,5 bilhões de dólares mais gordo.


Na educação, ele criou um modelo que recompensa financeiramente as escolas e os profissionais nas quais os alunos têm os melhores desempenhos. Também fechou 164 grandes escolas para abrir 656 menores, mais fáceis de serem gerenciadas.

Filho de um contador e de uma dona de casa, Bloomberg passou uma imagem progressista para seus eleitores: já defendeu o aborto, o casamento gay e o controle de armas.

Porém, nos corações e mentes dos nova-iorquinos, não mudou muito de 2002 para 2013. Uma pesquisa encomendada pelo jornal New York Times mostra que, no começo de 2002, 48% aprovavam sua gestão e 26% desaprovavam. Em agosto de 2013, 49% aprovavam e 48% desaprovavam.

Futuro

Sobre o futuro, Bloomberg adiantou que pretende curtir um pouco a vida antes de pensar no próximo desafio. Em entrevista à Forbes, disse: “Depois de comparecer à posse do meu sucessor, no dia 1º de janeiro, eu e minha namorada [Diana Taylor], vamos viajar para nossas primeiras férias em 12 anos. Para o Havaí e depois para a Nova Zelândia”.

Ele também confessou que aceitou um convite para ser presidente de uma pequeno museu de arte em Londres chamado The Serpentine Gallery e que vai se concentrar para aprender espanhol. “Quero falar como um nativo”, disse.

Como se vê, o que ele fará daqui para frente ainda é incerto. Mas, no mínimo, a próxima fase da vida do quase ex-prefeito será uma combinação de “riqueza, poder e reconhecimento internacional”, como a Time “previu” em reportagem recente. Não será para menos. 

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