Mundo

Alckmin espera que Câmara mude projeto sobre royalties

Na avaliação dele, a proposta que passou ontem contém uma série de distorções que precisam ser melhor aprofundadas e debatidas

Geraldo Alckmin disse que concederá um aumento acumulado de 42,2% nos próximos quatro anos, incluindo o reajuste de 2011 (Sérgio Andrade/Governo de SP)

Geraldo Alckmin disse que concederá um aumento acumulado de 42,2% nos próximos quatro anos, incluindo o reajuste de 2011 (Sérgio Andrade/Governo de SP)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de outubro de 2011 às 15h40.

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje que espera que a Câmara dos Deputados reverta a aprovação pelo Senado de um novo modelo de distribuição dos royalties cobrados sobre produção do petróleo no País. Na avaliação dele, a proposta que passou ontem contém uma série de distorções que precisam ser melhor aprofundadas e debatidas. O tucano citou como exemplo que os Estados produtores precisam ter mais recursos em relação a compensações ambientais e infraestrutura. "Nós esperamos que a Câmara dos Deputados reverta essa decisão, pois é preciso aprofundar esse debate, corrigir uma série de distorções", afirmou.

O governador ressaltou que não é favorável à nova forma de distribuição dos recursos provenientes do petróleo. O novo sistema garante uma fatia de 51% dos recursos com a cobrança dos royalties para ser dividida entre Estados e municípios não produtores. A parcela destinada aos produtores caiu quase pela metade, passando de 52,5% para 27%. O tucano defendeu o modelo de distribuição encaminhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso. "Eu sou favorável à proposta encaminhada pelo governo federal, que já fazia uma distribuição que aumentava os recursos para os Estados e municípios não produtores, mas de forma mais equilibrada", afirmou. O governador de São Paulo visitou hoje o canteiro de obras do futuro Estádio do Corinthians, no bairro paulistano de Itaquera, que foi confirmado como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Em entrevista, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que a perda dos repasses de royalties do petróleo para o Rio de Janeiro pode comprometer o pagamento aos aposentados do funcionalismo estadual e projetos necessários para a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. O novo modelo gera perdas para os cofres do Rio de Janeiro e do Espírito Santo estimadas em R$ 4,3 bilhões em 2012.

Acompanhe tudo sobre:Geraldo AlckminGovernadoresPolíticaPolítica no BrasilPolíticosPolíticos brasileirosRoyalties

Mais de Mundo

Chanceler israelense ameaça Hezbollah libanês com 'guerra total'

Alemanha alerta risco de ataques terroristas semelhantes ao de Moscou

Sob críticas da Otan, Putin desembarca na Coreia do Norte para estreitar parceria 'estratégica'

Milei perde apoio em 18 de 24 municípios da Grande Buenos Aires, mostra pesquisa

Mais na Exame